Não é mais notícia. É verdade! Mas, embora já tenha se passado uma semana que o I Congresso do Pensamento Vaishnava aconteceu no Ashram Vrajabhumi, em Teresópolis (RJ), o evento ainda dá o que falar. Aliás, acho que os outros participantes também devem postar seus depoimentos sobre o encontro. Até porque não tomei conhecimento de relatos a respeito do evento nos fóruns. Vi sim muitas fotos.
Não queria ter demorado tanto para escrever sobre o congresso, porém, desde que voltei para Brasília, me tem absorvido “a vida na Babilônia” – plagiando um colega de congresso. Foi assim que Lews Gustavo Fishwick se referiu à Piracicaba (SP), onde estuda Economia, mora numa república e não sabe da existência de praticantes de Bhakti Yoga. Justamente o que ele acabara de estudar profundamente, como todos os outros participantes, num mergulho intenso de uma semana, entre palestrantes brahmanas eruditos – Chandramukha Swami, Purushatraya Swami, Dhanvantary Swami, Bhakti Narasimha Swami, Loka Saksi Das, Parangati Das, Paravyoma Das e Ghiridhari Das.
Assim como os sábios de Naimisharanya, os sábios de Vrajabhumi mostraram toda sua erudição quanto à Filosofia Védica, arguidos por uma seleta plateia de 40 pessoas. Na companhia de facilitadores altamente qualificados, elas discutiram amplamente a natureza de Bhakti e seus detalhes práticos, sob a luz dos ensinamentos do livro O néctar da devoção, de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, o Acharya -fundador da ISKCON, reeditado recentemente pela Bhaktivedanta Book Trust, com prefácio de Loka Saksi Das.
O tema do encontro, Bhakti-Rasa, é considerado na Escola Vaishnava como um dos mais profundos e essenciais. "Trata-se do sabor desfrutado na relação amorosa e devocional com Krishna e com tudo relacionado a Ele, como Sua forma, ensinamentos, atividades, devotos etc. Além de ser eterno e de possuir sabor incomparável e transcendental, é purificante e fonte de liberdade" - declara Chandramukha Swami, organizador do evento.
Entre os participantes reuniram-se jornalistas, professores de diversas áreas, docentes e alunos de ensino superior, estudantes de Yoga, buscadores espiritualistas, ou mesmo quem chegou ali com a simples pretensão de descansar ou de fugir da “Babilônia”. Entretanto, todos ávidos de conhecimento. Pelo menos, foi o que ficou claro desde o primeiro encontro entre participantes e conferencistas. Quando todos se apresentaram, como motivação principal para estar ali ganhou de longe a busca pelo conhecimento.
Bem, se foi conhecimento que buscaram, assim encontraram! De sábado a sexta, eram duas aulas de manhã e duas de tarde, além dos programas espirituais normais e as aulas do Srimad Bhagavatam e do Bhagavad-gita, transformadas em mesas redondas, fóruns e debates. E ainda tinha uma escalazinha devocional na cozinha do restaurante. Sobrava pouco tempo nos intervalos para refeições, logo depois das quais se tinha que escolher entre a companhia silenciosa de Morfeu e um bom papo entre novos amigos de congresso, ou ainda aquela “japa enrolada” e vencida pelo cansaço.
Depois do balanço e feitas aparas, o próximo Congresso do Pensamento já tem data marcada. Maharaja Chandramukha garante que vai ser em Janeiro de 2015, do dia16 ao dia 22, no Ashram Vrajabhumi, em Teresópolis (RJ), com algumas alterações – um dia a mais, três – e não quatro – aulas por dia, com intervalos maiores para as refeições, de forma que se possa descansar um pouco, botar a conversa em dia, desenrolar a japa sem estresse e contemplar a paisagem.
O NÉCTAR DA DEVOÇÃO
O néctar da devoção é um estudo resumido do Bhakti-rasāmṛta-sindhu, escrito em sânscrito por Rupa Goswami, o principal dos seis Goswamis discípulos diretos de Chaitanya Mahaprabhu. Ele se apresenta para aqueles que estão interessados em desfrutar do que é apreciável no relacionamento que se desenvolve no serviço amoroso a Deus – Bhakti Yoga. Na realidade, trata-se de um livro de leis, ou o caminho das pedras para os poucos que buscam se aproximar de Deus nessa relação de serviço amoroso.
Ninguém melhor para falar de O néctar da devoção do que Loka Saksi Das, que prefacia a reedição da obra, em 2011 pela Bhaktivedanta Book Trust. O Bhakti-rasāmṛta-sindhu é tema de sua tese de Doutorado em Ciência da Religião, que defenderá no final do ano na Universidade Federal de Juiz de Fora.
Em seu prefácio ao livro O néctar da devoção, Loka Saksi Das diz que, estabelecendo a importância do Bhakti-rasāmṛa-sindhu, deve-se compreendê-lo como uma análise fenomenológica e teológica sobre a natureza de bhakti, a sua prática e a experiência mística resultante. Ele explica que Bhakti-rasāmṛta-sindhu significa literalmente: “O oceano (sindhu) nectário (amṛta) das doçuras do serviço devocional (bhakti rasa).” Loka Saksi Das garante ainda que O néctar da devoção, “como um comentário genuíno do Bhakti-rasāmṛa-sindhu, será de grande valia não apenas aos devotos ocupados na consciência de Krishna, mas também a todos os buscadores e pesquisadores sérios que queiram conhecer na fonte uma das mais ricas tradições do Hinduísmo tradicional: o Vaishnavismo Gaudiya de Chaitanya Mahaprabhu, que foi introduzido no Ocidente por A. C. Bhaktivedanta Prabhupada”.
DEPOIMENTOS
“Esse tipo de evento tem de ser periódico. A Filosofia Védica é muito profunda.” Quem diz isso é Sarvabhauma Das, 59 anos e há dois, discípulo iniciado de Purushatraya Swami. Sarvabhauma Das é Professor Doutor em Ciência da Computação, pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), onde era conhecido como José Carlos Beccemeri. Casado com Rossana Fátima Blanque Beccemeri, 51 anos, professora que acompanhava no evento e com quem vive em São José dos Campos (SP), Sarvabhauma Das ressalta que o I Congresso do Pensamento Vaishnava proporcionou a oportunidade do contato com todos os mestres espirituais do Brasil.
Jahnavi Devi, 14 anos, é filha de um casal de Vaishnavas, Kirtana Candra, estudante de Psicologia e de Prema Bhakti, arquiteto, ambos praticantes do processo da consciência de Krishna desde 1994. Ela achou o congresso maravilhoso. Foi além de suas expectativas, no que chamou de mundo Hare e de lugar transcendental. “Eu nem sabia que tinha as dúvidas que me foram esclarecidas aqui por um corpo de professores excelente”, garante.
Nara Maranhão, 74 anos, se aproximou da consciência de Krishna há oito anos, e, no congresso, ficou impressionada com a unidade na diversidade dos palestrantes. “Cada um no seu próprio humor, mas todos coerentes, na mesma unidade quanto ao profundo conhecimento filosófico”, explica Nara.
Ramai Pandita Das, discípulo de Chandramukha Swami, 52 anos, professor de ensino superior conhecido como Ronald Rega, conheceu a consciência de Krishna há 12 anos por meio do Yoga. Há nove anos foi iniciado e hoje é instrutor de Yoga. No congresso foi buscar conhecimento e relacionamento com devotos de Krishna, que encontrou em um ambiente muito agradável, com uma recepção maravilhosa. “Encontrei uma felicidade incomum, respostas para dúvidas, ideias ímpares, e pretendo participar de mais outros como esse”, argumentou.
A baiana e arte-educadora Thais Wagner, 39 anos, voltou para Salvador, onde a aguardavam filho e marido, com a certeza de que estreitou ainda mais sua relação com Krishna e seus devotos Assim como Lews Gustavo Fishwick, um jovem de 23 anos que se sente estranho no ninho em Piracicaba e do I Congresso do Pensamento Vaishnava diz que levou mais certeza de que está no caminho certo e mais ânimo ainda para continuar nele.
Parangati Das, um dos palestrantes convidados para o congresso, fez questão de ressaltar a importância da realização de encontros do gênero. “Nós precisamos amadurecer em filosofia”, afirma. “Em breve, seremos confrontados nas academias”, admitindo em seguida que isto já vem acontecendo com os devotos de Krishna que levam o estudo da Filosofia Védica para as Universidades.
BALANÇO
Para o organizador do evento, Chandramukha Swami, o que mais o impressionou no evento foi constatar que os participantes saíram refulgentes, extasiados, felizes, satisfeitos. “Com isso, preenchemos as necessidades do Brasil, temos um contraponto para o Kirtan Fest – o conhecimento”, argumenta Maharaja. Ele diz que o I Congresso do Pensamento Vaishnava foi um sucesso, uma semana inesquecível, com programações perfeitas, pelas quais desfilaram como facilitadores os melhores formadores de opinião da ISKCON Brasil. Admite que o evento tenha sido intenso, e que não sobrado muito tempo para por em dia o que entre os Hare se chama de “associação”, ou relacionamento entre os praticantes da consciência de Krishna. Entretanto, promete que isso vai mudar na próxima edição do congresso. “Senti falta de pessoas que são a cara do evento, mas os aguardo no próximo”, avisa o Swami.
A PRASADA
No Restaurante do Ashram Vrajabhumi, a grande atração era a prasada, alimento oferecido a Krishna, preparado sob a batuta da chef Lalita Gopi Devi Dasi, que também ministra cursos de culinária lacto-vegetariana e sempre conta com a colaboração do serviço devocional de várias voluntárias, como a filha Kadamba Gopi Devi Dasi. Ela comanda a cozinha com muito amor e devoção, procurando ajudar no serviço de pregação. “Sempre com a convicção de que Krishna é meu amigo”, completa.
Em seus cursos, Lalita Gopi Devi Dasi tem a intenção de transmitir aos alunos o conhecimento sobre a devoção de bhakti, que lhe garante segurança e proporciona alimento de qualidade saudável. Foi justamente no restaurante que os participantes mais se encontraram e aproveitavam a oportunidade para uma boa conversa.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
domingo, 9 de março de 2014
ATMA VIDYA
Retiro de autoconhecimento e bem-estar.
Com Adwaita Chandra Das
Facilitadores convidados:
Vanavihari: orientação alimentar Ayurvédica;
Luanda Carvalho: Yoga asanas e massagens.
Baseado no sistema de Yoga, no Ayurveda e na Astrologia Védica.
Dias 11,12 e 13 de abril de 2014
Local: Reserva Ecológica Paraíso na Terra
Rodovia DF-220, Km 4 - Brazlândia/DF
Informações e reservas:
vanavihari@gmail.com; telefones: 61-8128-2439; 61-9155-1307
Experimente um fim de semana imerso na milenar sabedoria védica e descubra como harmonizar corpo mente e espírito.
Práticas de Yoga, alimentação vegetariana, seminários, orientação astrológica, debates filosóficos, meditação com sons sagrados (mantras), caminhadas e banho de cachoeira.
O retiro de autoconhecimento e bem-estar Atma Vidya oferece introdução aos princípios da Cultura Védica. Da programação constam orientação alimentar, segundo o Ayurveda, e conhecimento elementar sobre o sistema de Yoga, como ferramentas de auto-observação e equilíbrio para o corpo, mente e espírito.
Por meio da Astrologia Védica, pode-se descobrir a causa de nossas virtudes e limitações. O Ayurveda direciona a conquista da saúde perfeita, pela prática do sistema que objetiva o equilíbrio físico e energético. O processo de Yoga ajuda a fortalecer o livre arbítrio para que as mudanças necessárias possam acontecer.
O Yoga é um processo milenar de autodesenvolvimento que proporciona ao ser humano o alcance da perfeição na vida, harmonizando corpo, mente e consciência. Combina perfeitamente exercícios de respiração, posturas físicas, dieta alimentar, filosofia, meditação e conhecimentos metafísicos.
Jyotish, ou Astrologia Védica, é uma ciência que analisa as influências dos astros no desenvolvimento da vida dos seres vivos. Ela utiliza-se de valores da Matemática, Astronomia, Filosofia, Mitologia e do Ayurveda, medicina tradicional da Índia antiga.
Tanto na Astrologia Védica como no Yoga, o objeto de estudo é a entidade viva corporificada. A Astrologia Védica analisa de que forma a alma está presa ao corpo por meio de suas atividades passadas (karma ). O Yoga demonstra como essa alma pode se libertar dos ditames do corpo, por meio de disciplina, conhecimento e serviço abnegado.
Nos seres humanos, as influências dos astros podem ser percebidas tanto em campo emocional como físico. Por meio da frequência de luz, cada astro atua no campo eletromagnético dos corpos materiais. Assim como o Sol influencia humor, química do corpo, vitalidade e poder de percepção, cada astro do nosso sistema planetário tem sua função no desenvolvimento do Universo.
Os astros atuam como agentes da vontade suprema, estabelecendo no tempo os resultados das ações praticadas pelos seres vivos (karma). Cada astro possui seu campo de atuação.
A posição dos astros no quadro natal do indivíduo, se boa ou ruim, determina que tipo de desafios a pessoa enfrenta na vida – limitações, doenças, comportamento psicológico etc. Para harmonizar as influências dos astros na vida, a Astrologia Védica aponta disciplina e prática de Yoga e Ayurveda como meios eficazes para se fazer as pazes com o destino.
Nesta vivência, os participantes têm a oportunidade de descobrir como o destino é estabelecido pelo livre arbítrio; o poder da influência dos astros; os meios para se alcançar o equilíbrio completo.
Sobre o facilitador:
Adwaita Chandra Das pesquisa sobre a Cultura Védica há 28 anos, dos quais cinco vividos em monastério. É iniciado na tradição Gaudya Vaishnava como sacerdote brahmana, por HDG Srila Acharyadeva; no conhecimento da Astrologia Védica e cerimônias sagradas, por Keshava Swami. Terapeuta holístico, Adwaita Chandra orienta a prática de técnica de libertação emocional (EFT), seguindo instruções de Enéas Gerriero (Iswara Dasa). Adwaita Chandra Das é perito na elaboração de joias terapêuticas e talismãs astrológicos, segundo a Gemoterapia Védica. Também dirige o site www.culturavedica.com.br.
Programação:
Sexta feira
17h – Chegada: Acomodação.
17h20 – Caminhada pela reserva.
18h – Meditação no por do Sol.
18h20 – Apresentação do programa e dos participantes.
19h – Jantar.
21h – Recolhimento..
Sábado
07h30 às 8h10 – Meditação com mantras.
8h30 – Yoga asanas.
9h30 – Desjejum.
10h15 – Seminário de autoconhecimento – Introdução à filosofia védica: que são os Vedas; Verdade Absoluta; alma; natureza material; karma.
12h30 – Almoço.
14h – Seminário Parte 1 – Introdução à Astrologia Védica: história, astros, signos, casas.
15h – Intervalo.
15h15 – Seminário Parte 2 – Influências e tratamentos.
16h15 – Intervalo.
16h30 – Cálculo do mapa astrológico e estudo de aspectos importantes da vida.
18h – AGNI HOTRA – cerimônia sagrada do fogo para queima de karma e purificação da mente.
19h – Jantar.
21h – Recolhimento.
Domingo
07h30 às 8h10 – Meditação com mantras.
8h30 – Yoga asanas.
9h30 – Desjejum.
10h15 – Seminário de Yoga e bem-estar – O caminho do Yoga: Karma Yoga; Jnana Yoga; Raja/Astanga Yoga; Bhakti Yoga.
11h15 – Introdução ao Ayurveda e orientação alimentar: os três humores ou Doshas: Vata, Pita e Kapha; como determinar o humor biológico pela astrologia; recomendações para harmonizar os doshas; orientação alimentar.
14h – Almoço.
TEMPO LIVRE PARA PASSEIOS.
16h–Encerramento (Roda de realizações e depoimentos.
Investimento (Valores):
Acomodação em suíte individual: 5 x R$ 216,00
Acomodação casal: 5x R$ 350,00
Acomodação em suíte dupla: 5x R$180,00
Acomodação em suíte tripla: 5x R$172,00
Forma de pagamento:
Depósito em conta bancária
Pagamento eletrônico via pagseguro
Cheque e cartão
Á vista 10% de desconto
Reservas somente mediante pagamento.
Observações:
- Incluso no valor: estada com todas as refeições, com sucos, chás e sobremesa (à vontade); aulas de yoga; palestras; passeios dentro da reserva, práticas de meditação mântrica e transporte (ida e volta) entre Brasília e Paraíso na Terra;
- Não incluso no valor: terapias individuais que o participante porventura escolha fazer.
Com Adwaita Chandra Das
Facilitadores convidados:
Vanavihari: orientação alimentar Ayurvédica;
Luanda Carvalho: Yoga asanas e massagens.
Baseado no sistema de Yoga, no Ayurveda e na Astrologia Védica.
Dias 11,12 e 13 de abril de 2014
Local: Reserva Ecológica Paraíso na Terra
Rodovia DF-220, Km 4 - Brazlândia/DF
Informações e reservas:
vanavihari@gmail.com; telefones: 61-8128-2439; 61-9155-1307
Experimente um fim de semana imerso na milenar sabedoria védica e descubra como harmonizar corpo mente e espírito.
Práticas de Yoga, alimentação vegetariana, seminários, orientação astrológica, debates filosóficos, meditação com sons sagrados (mantras), caminhadas e banho de cachoeira.
O retiro de autoconhecimento e bem-estar Atma Vidya oferece introdução aos princípios da Cultura Védica. Da programação constam orientação alimentar, segundo o Ayurveda, e conhecimento elementar sobre o sistema de Yoga, como ferramentas de auto-observação e equilíbrio para o corpo, mente e espírito.
Por meio da Astrologia Védica, pode-se descobrir a causa de nossas virtudes e limitações. O Ayurveda direciona a conquista da saúde perfeita, pela prática do sistema que objetiva o equilíbrio físico e energético. O processo de Yoga ajuda a fortalecer o livre arbítrio para que as mudanças necessárias possam acontecer.
O Yoga é um processo milenar de autodesenvolvimento que proporciona ao ser humano o alcance da perfeição na vida, harmonizando corpo, mente e consciência. Combina perfeitamente exercícios de respiração, posturas físicas, dieta alimentar, filosofia, meditação e conhecimentos metafísicos.
Jyotish, ou Astrologia Védica, é uma ciência que analisa as influências dos astros no desenvolvimento da vida dos seres vivos. Ela utiliza-se de valores da Matemática, Astronomia, Filosofia, Mitologia e do Ayurveda, medicina tradicional da Índia antiga.
Tanto na Astrologia Védica como no Yoga, o objeto de estudo é a entidade viva corporificada. A Astrologia Védica analisa de que forma a alma está presa ao corpo por meio de suas atividades passadas (karma ). O Yoga demonstra como essa alma pode se libertar dos ditames do corpo, por meio de disciplina, conhecimento e serviço abnegado.
Nos seres humanos, as influências dos astros podem ser percebidas tanto em campo emocional como físico. Por meio da frequência de luz, cada astro atua no campo eletromagnético dos corpos materiais. Assim como o Sol influencia humor, química do corpo, vitalidade e poder de percepção, cada astro do nosso sistema planetário tem sua função no desenvolvimento do Universo.
Os astros atuam como agentes da vontade suprema, estabelecendo no tempo os resultados das ações praticadas pelos seres vivos (karma). Cada astro possui seu campo de atuação.
A posição dos astros no quadro natal do indivíduo, se boa ou ruim, determina que tipo de desafios a pessoa enfrenta na vida – limitações, doenças, comportamento psicológico etc. Para harmonizar as influências dos astros na vida, a Astrologia Védica aponta disciplina e prática de Yoga e Ayurveda como meios eficazes para se fazer as pazes com o destino.
Nesta vivência, os participantes têm a oportunidade de descobrir como o destino é estabelecido pelo livre arbítrio; o poder da influência dos astros; os meios para se alcançar o equilíbrio completo.
Sobre o facilitador:
Adwaita Chandra Das pesquisa sobre a Cultura Védica há 28 anos, dos quais cinco vividos em monastério. É iniciado na tradição Gaudya Vaishnava como sacerdote brahmana, por HDG Srila Acharyadeva; no conhecimento da Astrologia Védica e cerimônias sagradas, por Keshava Swami. Terapeuta holístico, Adwaita Chandra orienta a prática de técnica de libertação emocional (EFT), seguindo instruções de Enéas Gerriero (Iswara Dasa). Adwaita Chandra Das é perito na elaboração de joias terapêuticas e talismãs astrológicos, segundo a Gemoterapia Védica. Também dirige o site www.culturavedica.com.br.
Programação:
Sexta feira
17h – Chegada: Acomodação.
17h20 – Caminhada pela reserva.
18h – Meditação no por do Sol.
18h20 – Apresentação do programa e dos participantes.
19h – Jantar.
21h – Recolhimento..
Sábado
07h30 às 8h10 – Meditação com mantras.
8h30 – Yoga asanas.
9h30 – Desjejum.
10h15 – Seminário de autoconhecimento – Introdução à filosofia védica: que são os Vedas; Verdade Absoluta; alma; natureza material; karma.
12h30 – Almoço.
14h – Seminário Parte 1 – Introdução à Astrologia Védica: história, astros, signos, casas.
15h – Intervalo.
15h15 – Seminário Parte 2 – Influências e tratamentos.
16h15 – Intervalo.
16h30 – Cálculo do mapa astrológico e estudo de aspectos importantes da vida.
18h – AGNI HOTRA – cerimônia sagrada do fogo para queima de karma e purificação da mente.
19h – Jantar.
21h – Recolhimento.
Domingo
07h30 às 8h10 – Meditação com mantras.
8h30 – Yoga asanas.
9h30 – Desjejum.
10h15 – Seminário de Yoga e bem-estar – O caminho do Yoga: Karma Yoga; Jnana Yoga; Raja/Astanga Yoga; Bhakti Yoga.
11h15 – Introdução ao Ayurveda e orientação alimentar: os três humores ou Doshas: Vata, Pita e Kapha; como determinar o humor biológico pela astrologia; recomendações para harmonizar os doshas; orientação alimentar.
14h – Almoço.
TEMPO LIVRE PARA PASSEIOS.
16h–Encerramento (Roda de realizações e depoimentos.
Investimento (Valores):
Acomodação em suíte individual: 5 x R$ 216,00
Acomodação casal: 5x R$ 350,00
Acomodação em suíte dupla: 5x R$180,00
Acomodação em suíte tripla: 5x R$172,00
Forma de pagamento:
Depósito em conta bancária
Pagamento eletrônico via pagseguro
Cheque e cartão
Á vista 10% de desconto
Reservas somente mediante pagamento.
Observações:
- Incluso no valor: estada com todas as refeições, com sucos, chás e sobremesa (à vontade); aulas de yoga; palestras; passeios dentro da reserva, práticas de meditação mântrica e transporte (ida e volta) entre Brasília e Paraíso na Terra;
- Não incluso no valor: terapias individuais que o participante porventura escolha fazer.
sexta-feira, 7 de março de 2014
sábado, 26 de janeiro de 2013
SHIVA, O TODO AUSPICIOSO
Shiva é considerado o deus dos yogis, porque está sempre absorto em meditação na Suprema Personalidade de Deus – a meta última do Yoga. Juntamente com Brahma e Vishnu, compõe a trimurti que rege os três modos da natureza – Tama, Raja e Satwa (respectivamente Ignorância, Paixão e Bondade). Enquanto Brahma é responsável pela criação, no modo da paixão, e Vishnu, pela manutenção, no modo da bondade, Shiva controla, no modo da ignorância, a destruição do mundo material.
A palavra Shiva significa ‘todo auspicioso’, porque sua personalidade simboliza o melhor da generosidade, embora ele tenha nascido da ira de Brahma – mais precisamente de um ponto entre suas sobrancelhas. Ninguém consegue ser inimigo de Shiva, porque ele é sempre calmo, renunciado e distante dos valores mundanos.
Facilmente satisfeito, é o mestre espiritual de todo mundo. Fantasmas e demônios, o estúpido e o mais elevado dos sábios. Tem a potência para salvar inclusive quem não consegue alcançar outros semideuses e não dispõe de nenhum outro abrigo espiritual. Por sua misericórdia, as criaturas mais caídas conseguem elevar sua consciência à Verdade Absoluta.
Também denominado Rudra, Shiva é considerado o melhor de todos os devotos de Vishnu.
E é o mestre inspirador de uma escola filosófica de sucessão discipular, chamada Rudra-sampradaya.
Por um propósito particular, Shiva foi autorizado pela Suprema Personalidade de Deus a pregar a Filosofia Mayavada, ou Filosofia Impersonalista. Por isso, dizem que os adoradores de Shiva são impersonalistas. No Shiva Purana, ele declara à deusa Parvati, sua consorte, que em Kali-yuga, no corpo de um brahmana, ele pregaria a Filosofia Mayavada.
Essa encarnação de Shiva seria o mais brilhante dos mestres impersonalistas védicos, conhecido pelo nome de Shankaracarya. Teria sido ele o responsável pela difusão da Filosofia Mayavada na era atual. Segundo a Filosofia Mayavada, a Verdade Absoluta possui apenas o aspecto impessoal, ou Brahman, a energia que tudo permeia e na qual, como meta última, toda a criação se funde.
De acordo com as escrituras védicas, Shiva tem o pescoço azul porque bebeu um oceano de veneno e o manteve em sua garganta, sem deixar que chegasse ao estômago. Desde então, ficou conhecido também como “Garganta Azul”. Segundo as escrituras védicas, certa vez, semideuses e demônios agitaram as águas dos oceanos, produzindo veneno. Shiva, então bebeu todo o veneno produzido para que não afetasse nenhuma vida.
Shiva tem como consorte a deusa Parvati, também adorada como Durga, Kali ou Shakti. É pai dos semideuses Khartikeya e Ganesha. Vestido em pele de veado, carrega nas mãos um tambor e um tridente, e, no pescoço, uma serpente. Seus cabelos são adornados com a Lua e nele descansam as águas do Rio Ganges, que nasce dos pés de Vishnu no mundo espiritual.
O transportador de Shiva é um touro. E sua residência é a cordilheira dos montes Kailasa, cuja impressionante beleza está descrita em catorze versos no quarto canto do Srimad-Bhagavatam. Segundo comentários do mestre A. C. Bhaktivedanta Swami, ao que parece, tal beleza descrita deve estar em outro planeta.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
BREVE INTRODUÇÃO À ASTROLOGIA VÉDICA
Por Adwaita Chandra Das (*)
A Astrologia Védica chamada de Jyotish, que em Sânscrito significa conhecimento da luz, é considerada a uma das ciências mais importantes na cultura da Índia, ela representa a luz de Deus.
No início da criação foi apresentada pela primeira vez à sociedade humana pelos sábios Parashara e Brigu muni, filhos do semideus Brahma – o criador do universo material. Desde então, a Astrologia Védica tem chegado aos tempos atuais de forma intacta, por meio do processo de sucessão discipular, ainda existente em escolas filosóficas tradicionais da cultura védica.
Famosa na antiguidade, por sua precisão em combinar Matemática, Astronomia, Filosofia e Mitologia. Sempre foi um conhecimento utilizado por grandes sábios e mestres do passado e do presente. Pois, tem-se revelado importante instrumento de observação das reações das atividades humanas ao longo do tempo.
Ela se fundamenta na lei do Karma, ou de causa e efeito, e considera conceitos filosóficos sobre o espírito, energia material, e a verdade última.
A ciência Astrologia observa a interação dos astros com os signos, casas e constelações estelares. Os astros são comparados a ministros do governo universal, responsáveis por atividades específicas no desenvolvimento do Universo. Além de influenciar os elementos materiais água, terra, fogo, ar e espaço, eles também agem no campo da energia sutil e influenciam mente e inteligência dos seres vivos.
Os astros ocupam funções importantes na organização universal, eles influenciam física e psicologicamente os seres vivos. De acordo com o conhecimento védico, os astros são presididos por divindades que possuem características pessoais. Por meio delas, os seres humanos desenvolvem aspectos específicos de comportamento.
Os signos são considerados localizações no espaço. Servem de residências para os planetas, de acordo com seus movimentos siderais. Influenciam o humor de cada astro, conforme a natureza de cada signo.
As casas representam os campos de atividades dos seres vivos, como saúde, trabalho, relacionamentos etc. São estabelecidas de acordo com os signos e distribuem-se em doze, determinadas pelo momento do nascimento.
As constelações são grupos de estrelas que dividem os signos em partes específicas e são regidas pelos planetas também. Elas são responsáveis pela característica particular de cada indivíduo independente do signo e também determinam os períodos planetários que regem a vida do nativo, o que facilita as previsões de possíveis acontecimentos.
Por meio de um mapa levantado a partir de cálculos matemáticos envolvendo data, horário, latitude e longitude da localidade de nascimento, podem-se observar as influências dos astros nas casas do mapa natal, que representam os vários campos de atuação do ser humano. Os signos e planetas combinados mostram o humor do desenvolvimento de cada casa.
A Astrologia Védica facilita a descoberta das potencialidades e limitações do indivíduo. Permite o autoconhecimento e a busca do equilíbrio físico, mental e emocional, por meio de várias técnicas e disciplinas. Também é utilizada para observar as influências dos astros nos momentos presente, passado e futuro. Isso possibilita a ação, de acordo com as circunstâncias. Ajuda a evitar desapontamentos e a indicar o momento mais propício para atividades profissionais, econômicas e afetivas.
(*)Adwaita Chandra Das é diretor do site www.culturavedida.com.br e pesquisador da cultura védica há vinte oito anos. Foi iniciado como sacerdote brahmana na tradição Vaishnava por Hrdayananda das Goswami Srila Acharyadeva, e no conhecimento do Jyotish por Kesava Swami. Nos últimos 15 anos, Chandra, como é conhecido, tem se dedicado à pesquisa sobre terapias alternativas que visem o bem-estar e equilíbrio entre mente, corpo e consciência. Em especial, a Gemoterapia, com elaboração de joias terapêuticas de acordo com a Astrologia Védica.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
VACAS SÃO SAGRADAS
"Sarve devaah sthita dehe sarva devamayeehi gaou". Este verso extraído do Mahabharata diz que todas as deidades residem no corpo de uma vaca. Consequentemente a vaca em si mesma é como uma deidade. Algumas das várias partes do corpo da vaca em que as deidades e os elementos residem são as seguintes:
Nos chifres da vaca, está o criador Brahma;
na cabeça da vaca, a deidade Indra;
no colo, a deidade Yama;
na testa, a deidade do fogo, Agni;
no cérebro, a deidade da Lua, Chandra;
no maxilar superior, os planetas celestes Dyuloka;
no maxilar inferior, a deidade da Terra, Bhumi;
na língua, o deus do relâmpago;
nos dentes, a deidade Marut;
na garganta, a constelação de Revatee;
em todos os órgãos da vaca, a deidade do vento, Vayu;
nos intestinos, a deusa Sarasvati;
na coluna vertebral, a deidade Rudra;
nos ossos dos quadris, as fadas e os anjos;
nos ombros, a deidade dos oceanos, Varuna;
nas patas dianteiras, o sábio Tvashta e o sábio Aryama;
nas patas traseiras, a deidade da aniquilação, Mahadeva ou Shiva;
nos pelos do corpo, o sábio Pawamana;
no traseiro, a casta dos brahmanas e casta dos kshatriyas;
nos ossos do joelho, a deidade do Sol, Surya;
seus bezerros atraem os seres Gandarvas do mundo celestial;
nos ossos menores, estão as Apsaras;
nos cascos, a mãe do Sol, Aditi;
no coração, a deidade da mente;
no fígado da vaca, a deidade da inteligência;
no nervo, Puritat, o voto religioso de Vrata;
no ânus, os seres celestiais Devagana.
___________________________________________________________
Do livro Mahabharata, Anusasana Parva; Capítulos: LXXVI; LXXVII; LXXXIII.
(*) Rama Shakti Devi Dasi é professora de Inglês, pesquisadora da Cultura Védica e discípula de Hridayananda Das Goswami.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
AS GLÓRIAS DOS SEIS GOSWAMIS DE VRINDAVANA
Vanavihari Devi Dasi
Compilado e editado a partir de textos védicos autorizados, o livro Seis goswamis é uma das mais belas obras de Chandramukha Swami, já na segunda edição. Publicado pela Sankirtana Books, ele apresenta a vida e as glórias de Srila Sanatana Goswami, Srila Rupa Goswami, Srila Raghunatha das Goswami, Srila Gopala Bhata Goswami, Srila Raghunatha Bhata Goswami e Srila Jiva Goswami. Tem como principais fontes duas obras clássicas – Sri Chaitanya-charitamrita, de Srila Krishna Das Kaviraja, traduzida do Bengali para o Inglês e comentada por Prabhupada, publicada pela Bhaktivedanta Book Trust, inclusive em Português, e Companheiros do Senhor Chaitanya, de Adi Keshava Dasa. Esta, por sua vez, inclui pesquisa realizada em diferentes escrituras devocionais autorizadas, tais como Kadacha, de Sri Murari Gupta; Sri Bhakti-ratnakara e Prema-vilasa, entre outros.
Os seis goswamis eram os discípulos mais íntimos de Sri Chaitanya Mahaprabhu e foram exemplos do mais elevado nível de prática de consciência de Krishna. Ficaram conhecidos como “os seis goswamis de Vrindavana”, porque, a pedido de Sri Chaitanya, fixaram residência na cidade sagrada Vrindavana, na Índia. Lá, eles escavaram os lugares onde o Senhor Krishna realizou seus passatempos e compilaram dezenas de livros que delinearam amplamente toda a estrutura do Movimento para a Consciência de Krishna. Segundo o autor de Seis goswamis, Chandramukha Swami, eles viveram um padrão de renúncia e desapego muito além da capacidade e compreensão de uma alma caída.
Além de ter revelado detalhadamente todos os pontos a respeito de bhakti-yoga, ou serviço devocional a Krishna e de terem estabelecido o modelo de conduta e comportamento devocional, em seus livros eles enalteceram as glórias do santo nome e condenaram os esforços em busca de felicidade material. Os seis goswamis de Vrindavana são citados em diferentes escrituras Vaishnavas, como Sri Gaura-ganoddesha-dipika e Archana-padati, na condição de mais íntimos servos eternos do Casal Divino Sri Radha e Krishna.
Segundo Srila Narottama Das Thakura, simplesmente por se lembrar dos nomes dos associados eternos do Senhor, obtêm-se os pés de lótus de Sri Chaitanya Mahaprabhu e a satisfação de todos os desejos. Assim, Chandramukha Swami concede esta misericórdia aos seus leitores, ao disponibilizar-lhes as glórias dos seis goswamis de Vrindavana.
Com 154 páginas, que incluem referências bibliográficas e glossário de termos em Sânscrito, encadernadas em brochura, trata-se de uma obra inigualável. Enquanto relata episódios da vida dos seis goswamis, Chandramukha Swami utiliza-se do enlevamento da linguagem poética, por meio da qual transporta o leitor para os locais sagrados pisados pelos santos. E, a cada interrupção da leitura, surpreende a saudade dos cenários descritos. Suas narrativas e descrições envolvem minuciosos e encantadores detalhes, que reproduzem as mais belas imagens de um mundo de amor, devoção e êxtase. Impossível descrever tanta emoção provocada pela leitura de Seis goswamis. Melhor mesmo é experimentá-la.
Chandramukha Swami reside em Teresópolis (RJ), onde coordena o Ashram Vrajabhumi, uma comunidade espiritual da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna (ISKCON), voltada para a disseminação da cultura e filosofia védica. Ele estreou como escritor em 1999 e como músico em 2001. Desde então, escreveu mais de 20 livros ligados à tradição filosófica dos Vedas e gravou mais de 10 CDs de mantras. Monge Vaishnava desde 1979, ele fez seus votos de Sannyasa – vida renunciada – em 1986, em Mayapur, cidade sagrada da Índia. Em 1997, recebeu o conceituado título de Bhakti-shastri, concedido apenas àqueles que demonstram grande competência na compreensão filosófica das escrituras védicas. Atualmente, divide seu tempo entre práticas espirituais em seu ashram e participações em diferentes seminários e eventos ligados a yoga, meditação, filosofia e espiritualidade aplicada, além de fazer apresentações musicais de mantras entoados em diversos ritmos.
Compilado e editado a partir de textos védicos autorizados, o livro Seis goswamis é uma das mais belas obras de Chandramukha Swami, já na segunda edição. Publicado pela Sankirtana Books, ele apresenta a vida e as glórias de Srila Sanatana Goswami, Srila Rupa Goswami, Srila Raghunatha das Goswami, Srila Gopala Bhata Goswami, Srila Raghunatha Bhata Goswami e Srila Jiva Goswami. Tem como principais fontes duas obras clássicas – Sri Chaitanya-charitamrita, de Srila Krishna Das Kaviraja, traduzida do Bengali para o Inglês e comentada por Prabhupada, publicada pela Bhaktivedanta Book Trust, inclusive em Português, e Companheiros do Senhor Chaitanya, de Adi Keshava Dasa. Esta, por sua vez, inclui pesquisa realizada em diferentes escrituras devocionais autorizadas, tais como Kadacha, de Sri Murari Gupta; Sri Bhakti-ratnakara e Prema-vilasa, entre outros.
Os seis goswamis eram os discípulos mais íntimos de Sri Chaitanya Mahaprabhu e foram exemplos do mais elevado nível de prática de consciência de Krishna. Ficaram conhecidos como “os seis goswamis de Vrindavana”, porque, a pedido de Sri Chaitanya, fixaram residência na cidade sagrada Vrindavana, na Índia. Lá, eles escavaram os lugares onde o Senhor Krishna realizou seus passatempos e compilaram dezenas de livros que delinearam amplamente toda a estrutura do Movimento para a Consciência de Krishna. Segundo o autor de Seis goswamis, Chandramukha Swami, eles viveram um padrão de renúncia e desapego muito além da capacidade e compreensão de uma alma caída.
Além de ter revelado detalhadamente todos os pontos a respeito de bhakti-yoga, ou serviço devocional a Krishna e de terem estabelecido o modelo de conduta e comportamento devocional, em seus livros eles enalteceram as glórias do santo nome e condenaram os esforços em busca de felicidade material. Os seis goswamis de Vrindavana são citados em diferentes escrituras Vaishnavas, como Sri Gaura-ganoddesha-dipika e Archana-padati, na condição de mais íntimos servos eternos do Casal Divino Sri Radha e Krishna.
Segundo Srila Narottama Das Thakura, simplesmente por se lembrar dos nomes dos associados eternos do Senhor, obtêm-se os pés de lótus de Sri Chaitanya Mahaprabhu e a satisfação de todos os desejos. Assim, Chandramukha Swami concede esta misericórdia aos seus leitores, ao disponibilizar-lhes as glórias dos seis goswamis de Vrindavana.
Com 154 páginas, que incluem referências bibliográficas e glossário de termos em Sânscrito, encadernadas em brochura, trata-se de uma obra inigualável. Enquanto relata episódios da vida dos seis goswamis, Chandramukha Swami utiliza-se do enlevamento da linguagem poética, por meio da qual transporta o leitor para os locais sagrados pisados pelos santos. E, a cada interrupção da leitura, surpreende a saudade dos cenários descritos. Suas narrativas e descrições envolvem minuciosos e encantadores detalhes, que reproduzem as mais belas imagens de um mundo de amor, devoção e êxtase. Impossível descrever tanta emoção provocada pela leitura de Seis goswamis. Melhor mesmo é experimentá-la.
Chandramukha Swami reside em Teresópolis (RJ), onde coordena o Ashram Vrajabhumi, uma comunidade espiritual da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna (ISKCON), voltada para a disseminação da cultura e filosofia védica. Ele estreou como escritor em 1999 e como músico em 2001. Desde então, escreveu mais de 20 livros ligados à tradição filosófica dos Vedas e gravou mais de 10 CDs de mantras. Monge Vaishnava desde 1979, ele fez seus votos de Sannyasa – vida renunciada – em 1986, em Mayapur, cidade sagrada da Índia. Em 1997, recebeu o conceituado título de Bhakti-shastri, concedido apenas àqueles que demonstram grande competência na compreensão filosófica das escrituras védicas. Atualmente, divide seu tempo entre práticas espirituais em seu ashram e participações em diferentes seminários e eventos ligados a yoga, meditação, filosofia e espiritualidade aplicada, além de fazer apresentações musicais de mantras entoados em diversos ritmos.
domingo, 6 de janeiro de 2013
ESCRITURAS VÉDICAS
“As escrituras védicas delineiam sua própria origem” – argumenta em seu livro, Introdução à filosofia védica, Satsvarupa Dasa Goswami, filósofo, pesquisador da cultura védica. Sua obra é uma publicação da divisão editorial brasileira da Bhaktivedanta Book Trust (BBT), especializada em raras e genuínas publicações védicas. Segundo ele, as escrituras védicas descrevem a si mesmas como apauruseya, o que significa que elas não vêm de alguma pessoa materialmente condicionada, mas procedem de uma fonte transcendental à dualidade mundana – o Supremo.
Satsvarupa Dasa Goswami relata que o conhecimento védico é eterno e foi revelado ao semideus Brahma, no alvorecer da criação do Universo. Em seguida, Brahma instruiu o sábio Narada, cujas percepções aparecem ao longo da literatura védica. E, em prosseguimento à sucessão discipular advinda do semideus Brahma, o sábio Narada instruiu o sábio Vyasadeva, que, por sua vez, há cinco mil anos, compilou este conhecimento em quatro livros: Rig Veda, Atharva Veda, Sama Veda e Yajur Veda.
Depois, Vyasadeva escreveu todas as escrituras que explicam os Vedas: Vedantasutra; Mahabharata – no qual está contido o Bhagavad-gita, a essência dos Vedas; Upanishads; e dezoito puranas – comentários romanceados sobre os Vedas, entre os quais se destaca o Srimad Bhagavatam. Este considerado o mais importante dos puranas porque narra histórias de Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, na Terra.
De acordo com Satsvarupa Dasa Goswami, a literatura védica tem como finalidade principal transmitir o conhecimento sobre autorrealização e, portanto, sobre como libertar-se do sofrimento. Ou seja, a meta do pensamento védico é conduzir à verdade, cujo reconhecimento leva à liberdade. Com efeito, o pensamento védico conduz não somente a informação, mas a transformação.
O Bhagavad-gita, por exemplo, descreve o conhecimento de como aceitar a importância da autorrealização, e buscar filosoficamente a Verdade Absoluta. Outra percepção importante a que almeja o conhecimento védico é a compreensão dos malefícios do nascimento, da morte, da velhice e da doença. Enfim, nas palavras de Satsvarupa Dasa Goswami, a literatura védica declara que, a despeito da aparente alegria, vida material significa sofrimento. E o conhecimento védico visa libertar deste sofrimento o indagador sincero.
Leitura recomendada:
GOSWAMI, Satsvarupa Dasa, Introdução à filosofia védica – a tradição fala por si mesma. Bhaktivedanta Book Trust (BBT);
PRABHUPADA, A.C. Bhaktivedanta Swami, Bhagavad-gita como ele é. Bhaktivedanta Book Trust (BBT);
PRABHUPADA, A.C. Bhaktivedanta Swami, Srimad Bhagavatam. Bhaktivedanta Book Trust (BBT).
Satsvarupa Dasa Goswami relata que o conhecimento védico é eterno e foi revelado ao semideus Brahma, no alvorecer da criação do Universo. Em seguida, Brahma instruiu o sábio Narada, cujas percepções aparecem ao longo da literatura védica. E, em prosseguimento à sucessão discipular advinda do semideus Brahma, o sábio Narada instruiu o sábio Vyasadeva, que, por sua vez, há cinco mil anos, compilou este conhecimento em quatro livros: Rig Veda, Atharva Veda, Sama Veda e Yajur Veda.
Depois, Vyasadeva escreveu todas as escrituras que explicam os Vedas: Vedantasutra; Mahabharata – no qual está contido o Bhagavad-gita, a essência dos Vedas; Upanishads; e dezoito puranas – comentários romanceados sobre os Vedas, entre os quais se destaca o Srimad Bhagavatam. Este considerado o mais importante dos puranas porque narra histórias de Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, na Terra.
De acordo com Satsvarupa Dasa Goswami, a literatura védica tem como finalidade principal transmitir o conhecimento sobre autorrealização e, portanto, sobre como libertar-se do sofrimento. Ou seja, a meta do pensamento védico é conduzir à verdade, cujo reconhecimento leva à liberdade. Com efeito, o pensamento védico conduz não somente a informação, mas a transformação.
O Bhagavad-gita, por exemplo, descreve o conhecimento de como aceitar a importância da autorrealização, e buscar filosoficamente a Verdade Absoluta. Outra percepção importante a que almeja o conhecimento védico é a compreensão dos malefícios do nascimento, da morte, da velhice e da doença. Enfim, nas palavras de Satsvarupa Dasa Goswami, a literatura védica declara que, a despeito da aparente alegria, vida material significa sofrimento. E o conhecimento védico visa libertar deste sofrimento o indagador sincero.
Leitura recomendada:
GOSWAMI, Satsvarupa Dasa, Introdução à filosofia védica – a tradição fala por si mesma. Bhaktivedanta Book Trust (BBT);
PRABHUPADA, A.C. Bhaktivedanta Swami, Bhagavad-gita como ele é. Bhaktivedanta Book Trust (BBT);
PRABHUPADA, A.C. Bhaktivedanta Swami, Srimad Bhagavatam. Bhaktivedanta Book Trust (BBT).
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
INTRODUÇÃO À ASTROLOGIA VÉDICA
A Astrologia Védica chamada de Jyotish, que em Sânscrito significa conhecimento da luz, é considerada a uma das ciências mais importantes na cultura da Índia, ela representa a luz de Deus.
No início da criação foi apresentada pela primeira vez à sociedade humana pelos sábios Parashara e Brigu muni, filhos do semideus Brahma – o criador do universo material. Desde então, a Astrologia Védica tem chegado aos tempos atuais de forma intacta, por meio do processo de sucessão discipular, ainda existente em escolas filosóficas tradicionais da cultura védica.
Famosa na antiguidade, por sua precisão em combinar Matemática, Astronomia, Filosofia e Mitologia. Sempre foi um conhecimento utilizado por grandes sábios e mestres do passado e do presente. Pois, tem-se revelado importante instrumento de observação das reações das atividades humanas ao longo do tempo.
Ela se fundamenta na lei do Karma, ou de causa e efeito, e considera conceitos filosóficos sobre o espírito, energia material, e a verdade última.
A ciência Astrologia observa a interação dos astros com os signos, casas e constelações estelares. Os astros são comparados a ministros do governo universal, responsáveis por atividades específicas no desenvolvimento do Universo. Além de influenciar os elementos materiais água, terra, fogo, ar e espaço, eles também agem no campo da energia sutil e influenciam mente e inteligência dos seres vivos.
Os astros ocupam funções importantes na organização universal, eles influenciam física e psicologicamente os seres vivos. De acordo com o conhecimento védico, os astros são presididos por divindades que possuem características pessoais. Por meio delas, os seres humanos desenvolvem aspectos específicos de comportamento.
Os signos são considerados localizações no espaço. Servem de residências para os planetas, de acordo com seus movimentos siderais. Influenciam o humor de cada astro, conforme a natureza de cada signo.
As casas representam os campos de atividades dos seres vivos, como saúde, trabalho, relacionamentos etc. São estabelecidas de acordo com os signos e distribuem-se em doze, determinadas pelo momento do nascimento.
As constelações são grupos de estrelas que dividem os signos em partes específicas e são regidas pelos planetas também. Elas são responsáveis pela característica particular de cada indivíduo independente do signo e também determinam os períodos planetários que regem a vida do nativo, o que facilita as previsões de possíveis acontecimentos.
Por meio de um mapa levantado a partir de cálculos matemáticos envolvendo data, horário, latitude e longitude da localidade de nascimento, podem-se observar as influências dos astros nas casas do mapa natal, que representam os vários campos de atuação do ser humano. Os signos e planetas combinados mostram o humor do desenvolvimento de cada casa.
A Astrologia Védica facilita a descoberta das potencialidades e limitações do indivíduo. Permite o autoconhecimento e a busca do equilíbrio físico, mental e emocional, por meio de várias técnicas e disciplinas. Também é utilizada para observar as influências dos astros nos momentos presente, passado e futuro. Isso possibilita a ação, de acordo com as circunstâncias. Ajuda a evitar desapontamentos e a indicar o momento mais propício para atividades profissionais, econômicas e afetivas.
domingo, 30 de dezembro de 2012
VENDA DE BHAGAVAD-GITA PARA COLABORAR COM A REFORMA DO MAIOR TEMPLO VAISHNAVA DA AMÉRICA LATINA
A Campanha Viva Nova Gokula ganhou reforço. Agora conta com a colaboração do site www.emporiochandra.com.br na venda de livros para arrecadação de fundos para a restauração do Templo de Sri Radha Gokulananda. A obra destaque é Bhagavad-gita como ele é – poema épico da literatura védica. Trata-se de uma edição em capa dura, com o texto original em Sânscrito, no alfabeto Devanagari, com transliteração latina, tradução palavra por palavra e comentário de A. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, além de um glossário de expressões e um guia da pronúncia do texto em Sânscrito. Uma publicação da editora Bhaktivedanta Book Trust (São Paulo).
Universalmente conhecida como a joia da sabedoria espiritual da Índia, livro de cabeceira do estadista indiano Mohandas Gandhi, a Bhagavad-gita é tradicionalmente de grande relevância nas diversas correntes filosóficas hinduístas e recomendado como leitura obrigatória aos que buscam respostas para perguntas como: “Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? E o que estou fazendo aqui?”.
Bhagavad-gita significa 'canto do Senhor', 'cântico do Senhor', ou ainda 'canção do Senhor'. Escrito há cinco mil anos, este clássico védico consta de 700 dos mais de 100 mil versos do épico Mahabharata, composto em 18 livros e originalmente compilado pelo sábio Vyasadeva. Mahabharata conta a história de Bharata Varsa (Índia antiga), o império da dinastia Kourava (formada pelos Pandavas e Kurus), que controlava todos os reinos do mundo. A saga dessa dinastia retrata o apogeu e o início do declínio da cultura védica.
Localizado no sexto livro do Mahabharata – Bhisma Parvan, a Bhagavad-gita é um diálogo entre os personagens Krishna e Arjuna, dois jovens primos e príncipes, a respeito de Bhagavan, a Suprema Pessoa, as jivas, entidades vivas, a natureza material (prakrti), o tempo eterno (kala) e a lei de causa e efeito das atividades realizadas pelas entidades vivas (karma). Nesse diálogo Krishna se apresenta como a Verdade Absoluta e instrui Arjuna a respeito desses assuntos.
Para os estudiosos do conhecimento védico, a Bhagavad-gita apresenta a essência dos Vedas. Na introdução da edição Bhagavad-gita como ele é, A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada diz que a Bhagavad-gita é uma das escrituras védicas mais importantes. Ele explica:
“(...) Krishna informa a Arjuna que o Bhagavad-gita foi primeiramente falado ao deus Svrya (Sol), e ele o explicou a seu filho Iksvaku, e assim este sistema de Yoga foi transmitido através de sucessão discipular, um orador após outro. Porém, com o passar do tempo, ele se perdeu. Em consequência, Krishna tem de falá-lo de novo, desta vez a Arjuna, no campo de batalha de Kurukshetra.”
Ainda segundo Swami Prabhupada, os cinco tópicos básicos discutidos na Bhagavad-gita estabelecem que a Pessoa Suprema é maior que todos; que os seres vivos têm as mesmas qualidades da Pessoa Suprema; que a natureza material não é independente e age sob a direção da Pessoa Suprema; e que a relação entre os seres vivos e a natureza material é regulada pelas leis do tempo eterno e de causa e efeito (karma). O karma garante o sofrimento ou gozo de consequências resultantes das atividades praticadas pelas entidades vivas identificadas com a natureza material.
Para quem já caminha pela senda do autoconhecimento, Bhagavad-gita como ele é
da Bhaktivedanta Book Trust é leitura imprescindível. Para quem se inquieta com questões existenciais e a origem do Universo, pode ser um livro revelador. E quem já optou por praticar Bhakti Yoga encontrará nesta obra o amigo mais querido.
Vale à pena frisar que quem compra o livro Bhagavad-gita como ele é colabora com a reforma do Templo de Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Para adquiri-lo, basta acessar http://www.emporiochandra.com.br/literatura/classicos-da-filosofia-vedica.html.
Universalmente conhecida como a joia da sabedoria espiritual da Índia, livro de cabeceira do estadista indiano Mohandas Gandhi, a Bhagavad-gita é tradicionalmente de grande relevância nas diversas correntes filosóficas hinduístas e recomendado como leitura obrigatória aos que buscam respostas para perguntas como: “Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? E o que estou fazendo aqui?”.
Bhagavad-gita significa 'canto do Senhor', 'cântico do Senhor', ou ainda 'canção do Senhor'. Escrito há cinco mil anos, este clássico védico consta de 700 dos mais de 100 mil versos do épico Mahabharata, composto em 18 livros e originalmente compilado pelo sábio Vyasadeva. Mahabharata conta a história de Bharata Varsa (Índia antiga), o império da dinastia Kourava (formada pelos Pandavas e Kurus), que controlava todos os reinos do mundo. A saga dessa dinastia retrata o apogeu e o início do declínio da cultura védica.
Localizado no sexto livro do Mahabharata – Bhisma Parvan, a Bhagavad-gita é um diálogo entre os personagens Krishna e Arjuna, dois jovens primos e príncipes, a respeito de Bhagavan, a Suprema Pessoa, as jivas, entidades vivas, a natureza material (prakrti), o tempo eterno (kala) e a lei de causa e efeito das atividades realizadas pelas entidades vivas (karma). Nesse diálogo Krishna se apresenta como a Verdade Absoluta e instrui Arjuna a respeito desses assuntos.
Para os estudiosos do conhecimento védico, a Bhagavad-gita apresenta a essência dos Vedas. Na introdução da edição Bhagavad-gita como ele é, A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada diz que a Bhagavad-gita é uma das escrituras védicas mais importantes. Ele explica:
“(...) Krishna informa a Arjuna que o Bhagavad-gita foi primeiramente falado ao deus Svrya (Sol), e ele o explicou a seu filho Iksvaku, e assim este sistema de Yoga foi transmitido através de sucessão discipular, um orador após outro. Porém, com o passar do tempo, ele se perdeu. Em consequência, Krishna tem de falá-lo de novo, desta vez a Arjuna, no campo de batalha de Kurukshetra.”
Ainda segundo Swami Prabhupada, os cinco tópicos básicos discutidos na Bhagavad-gita estabelecem que a Pessoa Suprema é maior que todos; que os seres vivos têm as mesmas qualidades da Pessoa Suprema; que a natureza material não é independente e age sob a direção da Pessoa Suprema; e que a relação entre os seres vivos e a natureza material é regulada pelas leis do tempo eterno e de causa e efeito (karma). O karma garante o sofrimento ou gozo de consequências resultantes das atividades praticadas pelas entidades vivas identificadas com a natureza material.
Para quem já caminha pela senda do autoconhecimento, Bhagavad-gita como ele é
da Bhaktivedanta Book Trust é leitura imprescindível. Para quem se inquieta com questões existenciais e a origem do Universo, pode ser um livro revelador. E quem já optou por praticar Bhakti Yoga encontrará nesta obra o amigo mais querido.
Vale à pena frisar que quem compra o livro Bhagavad-gita como ele é colabora com a reforma do Templo de Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Para adquiri-lo, basta acessar http://www.emporiochandra.com.br/literatura/classicos-da-filosofia-vedica.html.
sábado, 29 de dezembro de 2012
NOTÍCIAS DE NOVA GOKULA
Entra na reta final a Maratona de Sankirtana da ISKCON Brasil, a maior distribuição transcendental de livros promovida pela Bhaktivedanta Book Trust (BBT), editora que publica obras da literatura védica em vários idiomas. O encerramento acontecerá no dia 03 de janeiro, em Nova Gokula, com um grande festival que reunirá sankirtaneiros e sankirtaneiras (propagadores da Consciência de Krishna) de todo o Brasil.
Enquanto isto, a comunidade aguarda já em clima de muita felicidade a visita de Jayapataka Swami, que chega à casa de Sri Sri Radha Gokulananda no próximo dia 31, quando a passagem de ano será celebrada com um grande Agni Hotra (Cerimônia de Fogo). Jayapataka Swami fica justamente até o festival de encerramento da Maratona de Sankirtana.
As obras da restauração do Templo de Nova Gokula tomam fôlego e entram na fase de conclusão da sua primeira etapa – a reforma das coberturas do Templo de Sri Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. A Campanha Viva Nova Gokula, que arrecada fundos para as obras, recebe doações e promove venda de livros da BBT, patrocinados por colaboradores. Quem estiver interessado em colaborar com a campanha pode fazê-lo adquirindo os livros à venda no site www.emporiochandra.com.br ou acessando o link http://novagokula.com.br/vivanovagokula.php.
Enquanto isto, a comunidade aguarda já em clima de muita felicidade a visita de Jayapataka Swami, que chega à casa de Sri Sri Radha Gokulananda no próximo dia 31, quando a passagem de ano será celebrada com um grande Agni Hotra (Cerimônia de Fogo). Jayapataka Swami fica justamente até o festival de encerramento da Maratona de Sankirtana.
As obras da restauração do Templo de Nova Gokula tomam fôlego e entram na fase de conclusão da sua primeira etapa – a reforma das coberturas do Templo de Sri Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. A Campanha Viva Nova Gokula, que arrecada fundos para as obras, recebe doações e promove venda de livros da BBT, patrocinados por colaboradores. Quem estiver interessado em colaborar com a campanha pode fazê-lo adquirindo os livros à venda no site www.emporiochandra.com.br ou acessando o link http://novagokula.com.br/vivanovagokula.php.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
AS DEIDADES
Várias classes de devotos adoram a Deidades da Personalidade de Deus, de acordo com seus vários estágios de fé no Senhor. Um devoto avançado do Senhor Krishna compreende sua relação eterna de amor com o Senhor e, ao ver a Deidade como o próprio Senhor, estabelece uma relação eterna com a Deidade baseada no serviço amoroso a Ele.
Compreendendo que o Senhor Krishna seja uma forma eterna de bem-aventurança e conhecimento, um devoto fiel se compromete em adoração permanente à Deidade, instalando uma forma do Senhor feita em madeira, pedra, por exemplo, ou mármore.
O Senhor Krishna é uma pessoa, mas é a Pessoa Suprema e possui seus próprios sentimentos únicos. Pode-se facilmente agradar ao Senhor por meio do serviço devocional oferecido a Sua forma de Deidade. Por agradar ao Senhor, se pode progredir gradualmente na missão da vida humana e, eventualmente, voltar para casa, de volta ao Supremo, onde a Deidade pessoalmente aparece diante do devoto e o recebe o em Sua morada pessoal, conhecida em todo o mundo como o reino de Deus.
O princípio geral é que um devoto puro do Senhor entende que sua relação com a Deidade seja eterna. E quanto mais ele se rende em devoção amorosa à Deidade, mais pode compreender a Suprema Personalidade de Deus.
Entretanto, um devoto ainda perturbado pelo desejo material tende a ver o mundo como um objeto de satisfação dos seus sentidos. Esse devoto neófito pode não perceber a posição suprema do Senhor e pode até considerar o Senhor um objeto de seu próprio prazer. Por isso, o neófito deve oferecer serviço opulento à Deidade para que possa lembrar-se constantemente de que a Deidade é o Desfrutador Supremo e de que ele, o neófito, é simplesmente o adorador e o real objeto do prazer da Deidade. Em contraste, nunca um devoto avançado, fixo em consciência de Krishna, se esquece de que o Supremo Senhor é o desfrutador real e controlador de tudo. Um devoto de Krishna consciente não vacila na sua devoção ao Senhor Krishna.
FONTE: Trechos editados dos comentários de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, no Srimad Bhagavatam: 11.27.13 - 17
sábado, 22 de dezembro de 2012
PRESIDENTE DILMA GANHA BHAGAVAD-GITA DE LÍDER DA ISKCON
Em visita a Belo Horizonte (MG), a presidente Dilma abriu espaço na sua agenda para receber um sankirtaneiro e dele ganhar os livros Bhagavad-gita como ele é e Ciência da Autorrealização, de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, publicados pela editora Bhaktivedanta Book Trust. Nada poderia ser mais estimulante para os sankirtaneiros de todo o Brasil, que se encontram em plena maratona de distribuição de livros.
O sankirtaneiro é pai de Lucas, 10 anos, e casado com a artista plástica Lis Gualtieri, 30 anos. Quando nasceu chamaram-no de Romero Carvalho. Jornalista mineiro que atua profissionalmente em assessoria de imprensa, e filho do atual vice-prefeito de Belo Horizonte, hoje ele tem 30 anos, chamam-no Sri Krishna Murti Das, e é o presidente oficial do templo Hare Krishna da capital mineira desde 2009. Porém atua na administração da casa desde 2004, quando recebeu iniciação de Parangati Prabhu. Atualmente Sri Krishna Murti também é vice-presidente do Comitê Executivo do Corpo Governamental (CGB) da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna no Brasil (ISKCON). E foi na condição de representante da instituição que ele foi recebido pela presidente.
Leia agora o relato dele sobre o encontro com a presidente Dilma. (Vdd)
SANKIRTANA COM OS PRESIDENTES
Apesar de ser formado em comunicação social, nunca me senti à vontade na distribuição de livros. Não sei se posso dizer que é por timidez, porque gosto de cantar e falar em público faz parte da minha profissão e do meu seva. Mas o fato é que sempre, como dizem os sankirtaneiros, “travo” para distribuir livros.
Portanto, minhas experiências se resumem a dois momentos muito queridos na minha vida, pois, em ambos, senti Srila Prabhupada bem perto de mim. Em 2002, logo após ser eleito, o então futuro Presidente Lula visitou Belo Horizonte e participou de um almoço em um hotel na capital mineira. Meu pai é político desde que eu nasci e naquela época era deputado estadual. Fiquei ao lado dele na porta do hotel, esperando a chegada do Presidente. Assim que Lula apareceu, cercado por um batalhão de jornalistas e assessores, veio direto na minha direção e pude entregar um Bhagavad-Gita Como Ele É em suas mãos, com uma dedicatória em nome de toda a ISKCON, que descrevia aspectos fundamentais do livro.
Srila Prabhupada dizia que um livro da Consciência de Krishna nas mãos de uma pessoa influente é ainda mais poderoso. Independentemente de preferências ou convicções políticas, é inegável o fato de como Lula tornou-se conhecido mundialmente. A atual Presidenta Dilma segue nessa trilha, sendo, inclusive, apontada pela revista Forbes como a terceira mulher mais poderosa do mundo (material), atrás apenas da chanceler alemã, Angela Merkel e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Dilma foi a capa da revista.
Desde sua eleição, sempre tentei me encontrar com Dilma para presenteá-la, mas a boa oportunidade ainda não tinha surgido. Meu pai já tinha dado a ela uma luminária de sal dos Himalaias. Minha querida Sri Rupa Manjari mataji conseguiu o encontro antes e já havia dado um Bhagavad-Gita para a Dilma. Felizmente, também consegui isso nesta maratona de dezembro, bem no controverso dia 21, em uma rápida passagem da Presidenta em Belo Horizonte. Após a reinauguração do estádio Mineirão, Dilma voltou para a base área do governo, onde eu a esperava ansiosamente na sala de estar, ao lado de algumas pessoas, entre elas meu pai e, coincidentemente, a simpática tia da Dilma, que certamente fará ela ler algo dos livros.
Dilma chegou e o seu cerimonial já a havia comunicado sobre o presente. Ela veio diretamente se encontrar comigo. Fui apresentado pelo meu pai, e dei a ela um “Ciência da Autorrealização”, que, como revelado “confidencialmente” por Bhakti Narasimha Swami, é o livro preferido de Nelson Mandela. Com essa informação dada, ela garantiu que lerá o livro. Posteriormente, entreguei o Bhagavad-Gita, também com dedicatória em nome da ISKCON. Dilma foi bastante simpática, atenciosa, razoavelmente esotérica, elogiando minha “energia e leveza”, e pediu novos encontros.
Eu estava de dhoti, tilaka, kurta e manto, a pedido do meu pai, que, hoje, é vice-prefeito de Belo Horizonte. Ele me queria lá como um membro da ISKCON, mais que como filho apenas. É uma honra muito grande poder representar Sri Guru e Sri Gouranga em todos os locais. Srila Prabhupada queria que cada governante e líder tivesse seus livros, que são a real base para uma verdadeira nova consciência neste mundo. O que eles farão com o conhecimento, não podemos controlar. Mas nunca podemos dar a eles a desculpa de não ter tido acesso à maior joia do universo. Sankirtana-yajna ki jaya!
Sri Krishna Murti das (PGM) – Belo Horizonte - MG
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
PREGAÇÃO É A ESSÊNCIA - como falar a verdade sem transigir
por Hridayananda Das Goswami(*)
Extraído do Istagosthi Virtual,
janeiro, 2005;
tradução: Vanavihari Devi Dasi.
Em seus significados, algumas vezes, Srila Prabhupada faz comentários sobre os mayavadis, ou impersonalistas, de certo modo que, para mim, às vezes pareciam mesmo depreciativos.
É importante entender isto no contexto da história religiosa indiana, e não no contexto da história religiosa ocidental. Eis a diferença. Na Índia, não encontramos uma história longa de guerras sangrentas apoiadas em religião. A religião indiana sempre tendeu a ser inclusivista, em lugar de exclusivista. Assim, as diferentes religiões na cultura hindu tenderam a aceitar umas às outras como válidas, mas também a ver outras escolas como subordinadas ou preliminares às suas próprias visões. Seguindo essa tradição, Srila Prabhupada frequentemente estabelece que os impersonalistas são “transcendentalistas bona fide”, mas que a compreensão impessoal deles é subordinada ou preliminar ao Vaishnavismo. O que é bastante distinto de declarar que impersonalismo é simplesmente falso e mau. Esse debate teológico vigoroso floresceu na Índia, com segurança, em ambiente multi religioso, no qual não foi um precursor de guerra.
Tudo isto está em contraste marcado ao fanatismo sangrento que frequentemente qualifica a abordagem sobre religião na Europa e no Oriente Médio. A prematura igreja cristã desenvolveu a noção de religiões verdadeiras e falsas, e de deuses vivos e mortos etc. Em tempo, este ponto de vista extremo, fanático, conduziu a cruzadas, Inquisição, guerras religiosas etc. Este tipo de pensamento e a violência que nutriu nunca foram proeminentes na Índia.
Hoje, no Ocidente, muito dos comportamentos liberais, ecléticos (do tipo “todos os caminhos são o mesmo”), é uma reação direta a séculos de fanatismo na Europa e no Oriente Médio. Assim como na física de Newton, temos aqui uma reação igual e oposta, mais tolerante, mas, de seu próprio modo, igualmente fanática.
Em geral, os pensadores liberais no Ocidente não argumentam para a conclusão de que todos os caminhos são igualmente válidos. Em vez disto, eles tendem a sustentar seu ponto de vista mais como um princípio ético do que como uma conclusão filosófica, mais como um antídoto para o fanatismo do que como uma descrição séria, lógica, de realidade definitiva. Proveniente de uma cultura tolerante, inclusivista, Prabhupada não sente necessidade de enfatizar a relatividade de visões espirituais, mas, em vez disto, rigorosamente busca a verdade lógica sobre Deus.
Eu entendo os fundamentos das convicções do impersonalistas, e sei como Vaishnavismo e Consciência de Krishna são diferentes. Pessoalmente, prefiro as convicções vaishnavas e Bhakti-yoga, do que adoração a um Deus sem forma. Mas duvido de qualquer coisa que pareça ser um julgamento de valor contra outra religião.
Uma preferência é um julgamento de valor. O problema aqui, aparentemente, não é fazer um julgamento de valor, porém, mais do que isto – é o tornar público. É justo dizer que ambos os aspectos pessoal e impessoal de Deus existem simultaneamente. Porém, não é justo, ou lógico, dizer que ambos os aspectos pessoal e impessoal de Deus sejam simultaneamente supremos. Uma alma que seriamente busca a verdade superior tem direito de saber o que seja essa verdade última. Se na realidade eu sei que afinal Deus é uma pessoa, e não o digo em público, então eu estou de maneira consciente desorientando ou enganando quem sincera e incondicionalmente busca a verdade superior.
Se eu prefiro Bhakti-yoga e sou dedicado a Krishna com amor, mas um impersonalista prefere algo diferente, então o que há de errado nisso?
Em um senso moral mundano, não é “errado” preferir o impessoal. De certo modo, toda alma prefere qualquer coisa que pareça melhor para ela. Prabhupada nunca ensina que impersonalistas são almas más, porém ele emite apreciações profundas sobre a psicologia metafísica. Se há um Deus pessoal, e, propriamente informado deste fato, escolho rejeitar esse Deus pessoal, não é, então, errado para um mestre espiritual iluminado analisar meus motivos de tomar essa decisão. Afinal, se houver um único valor em conhecer a natureza última de Deus, então, logicamente, deve haver uma perda de valor em não conhecer esse fato.
Para evitar essa perda monumental, Prabhupada, que, na realidade, tem no coração o bem último de todas as almas, no fundo, fala a verdade. Nós não podemos, a priori, rejeitar suas palavras simplesmente porque ele não estabelece relações entre todas as pretensões espirituais. Afinal, relacioná-las é o mesmo que negar todas elas. Consideremos o seguinte:
Os personalistas afirmam no final das contas que Deus é uma pessoa. Os impersonalistas reivindicam o oposto. Porém, afirmar que personalismo e impersonalismo são o mesmo é, de fato, discordar de e rejeitar as pretensões dos personalistas e impersonalistas. Então, a equidade metafísica é apenas aparentemente liberal e tolerante. Na realidade, assemelha-se ao cristianismo fanático, ao rejeitar afinal as pretensões de virtualmente todas as religiões históricas, relacionando-as e comparando-as.
Considero todas as outras abordagens como modos muito válidos para entender Deus. No momento, estou muito atraído por Krishna, sou um estudante muito entusiástico da Consciência de Krishna, e penso que esta é a melhor abordagem para mim, como é para todos os outros vaishnavas que conheço. Mas eu não penso que eu possa dizer o que é melhor para quem quer que seja.
Minha abordagem sem julgamentos, eu creio, ajuda-me a estar mais qualificado e compassivo. E espero manter esta perspectiva.
Como explicado anteriormente, diferentes caminhos têm diferentes pretensões. Muitas dessas pretensões são válidas, porém validade e igualdade são conceitos muito diferentes e não devem ser confundidos. Krishna declara na Gita que Ele é a fonte de tudo. Esta reivindicação, logicamente, é verdadeira ou falsa. Se for verdadeira, então outras visões válidas devem ser entendidas no contexto da declaração de Krishna. Se a argumentação de Krishna não for verdadeira, então, mesmo que digamos educadamente que ela é válida, ainda assim ela não é verdadeira.
De maneira semelhante, alguns budistas negam a existência de Deus. Se a argumentação deles for verdadeira, a de Krishna é falsa. Se a argumentação de Krishna for verdadeira, a deles é falsa. Se nós dissermos que ambas as reivindicações são verdadeiras, negamos ambos os caminhos, já que ambas as tradições rejeitam a noção de que ambas as argumentações são verdadeiras.
Certamente, o Budismo muito ensina o que seja verdade quanto à psicologia humana e à natureza temporária do mundo. Porém a validade deste ensinamento não torna válida a argumentação proposta por algumas formas históricas de Budismo de que Deus e a alma não existem.
O ponto simples aqui é que devemos evitar ambos o exclusivismo e o inclusivismo fanáticos. Devemos reconhecer a sabedoria e a validade presente em muitas das tradições de mundo, contudo, ao mesmo tempo, devemos ter coragem e sabedoria para buscar e falar a verdade superior sem transigir.
(*) Discípulo de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupa, o mestre Vaishnava Hridayananda Das Goswami – também conhecido no meio acadêmico como o PhD em Estudos Indianos Howard J. Resnick – é um dos mais respeitados e eloquentes conferencistas sobre Cultura Védica, na atualidade.
Extraído do Istagosthi Virtual,
janeiro, 2005;
tradução: Vanavihari Devi Dasi.
Em seus significados, algumas vezes, Srila Prabhupada faz comentários sobre os mayavadis, ou impersonalistas, de certo modo que, para mim, às vezes pareciam mesmo depreciativos.
É importante entender isto no contexto da história religiosa indiana, e não no contexto da história religiosa ocidental. Eis a diferença. Na Índia, não encontramos uma história longa de guerras sangrentas apoiadas em religião. A religião indiana sempre tendeu a ser inclusivista, em lugar de exclusivista. Assim, as diferentes religiões na cultura hindu tenderam a aceitar umas às outras como válidas, mas também a ver outras escolas como subordinadas ou preliminares às suas próprias visões. Seguindo essa tradição, Srila Prabhupada frequentemente estabelece que os impersonalistas são “transcendentalistas bona fide”, mas que a compreensão impessoal deles é subordinada ou preliminar ao Vaishnavismo. O que é bastante distinto de declarar que impersonalismo é simplesmente falso e mau. Esse debate teológico vigoroso floresceu na Índia, com segurança, em ambiente multi religioso, no qual não foi um precursor de guerra.
Tudo isto está em contraste marcado ao fanatismo sangrento que frequentemente qualifica a abordagem sobre religião na Europa e no Oriente Médio. A prematura igreja cristã desenvolveu a noção de religiões verdadeiras e falsas, e de deuses vivos e mortos etc. Em tempo, este ponto de vista extremo, fanático, conduziu a cruzadas, Inquisição, guerras religiosas etc. Este tipo de pensamento e a violência que nutriu nunca foram proeminentes na Índia.
Hoje, no Ocidente, muito dos comportamentos liberais, ecléticos (do tipo “todos os caminhos são o mesmo”), é uma reação direta a séculos de fanatismo na Europa e no Oriente Médio. Assim como na física de Newton, temos aqui uma reação igual e oposta, mais tolerante, mas, de seu próprio modo, igualmente fanática.
Em geral, os pensadores liberais no Ocidente não argumentam para a conclusão de que todos os caminhos são igualmente válidos. Em vez disto, eles tendem a sustentar seu ponto de vista mais como um princípio ético do que como uma conclusão filosófica, mais como um antídoto para o fanatismo do que como uma descrição séria, lógica, de realidade definitiva. Proveniente de uma cultura tolerante, inclusivista, Prabhupada não sente necessidade de enfatizar a relatividade de visões espirituais, mas, em vez disto, rigorosamente busca a verdade lógica sobre Deus.
Eu entendo os fundamentos das convicções do impersonalistas, e sei como Vaishnavismo e Consciência de Krishna são diferentes. Pessoalmente, prefiro as convicções vaishnavas e Bhakti-yoga, do que adoração a um Deus sem forma. Mas duvido de qualquer coisa que pareça ser um julgamento de valor contra outra religião.
Uma preferência é um julgamento de valor. O problema aqui, aparentemente, não é fazer um julgamento de valor, porém, mais do que isto – é o tornar público. É justo dizer que ambos os aspectos pessoal e impessoal de Deus existem simultaneamente. Porém, não é justo, ou lógico, dizer que ambos os aspectos pessoal e impessoal de Deus sejam simultaneamente supremos. Uma alma que seriamente busca a verdade superior tem direito de saber o que seja essa verdade última. Se na realidade eu sei que afinal Deus é uma pessoa, e não o digo em público, então eu estou de maneira consciente desorientando ou enganando quem sincera e incondicionalmente busca a verdade superior.
Se eu prefiro Bhakti-yoga e sou dedicado a Krishna com amor, mas um impersonalista prefere algo diferente, então o que há de errado nisso?
Em um senso moral mundano, não é “errado” preferir o impessoal. De certo modo, toda alma prefere qualquer coisa que pareça melhor para ela. Prabhupada nunca ensina que impersonalistas são almas más, porém ele emite apreciações profundas sobre a psicologia metafísica. Se há um Deus pessoal, e, propriamente informado deste fato, escolho rejeitar esse Deus pessoal, não é, então, errado para um mestre espiritual iluminado analisar meus motivos de tomar essa decisão. Afinal, se houver um único valor em conhecer a natureza última de Deus, então, logicamente, deve haver uma perda de valor em não conhecer esse fato.
Para evitar essa perda monumental, Prabhupada, que, na realidade, tem no coração o bem último de todas as almas, no fundo, fala a verdade. Nós não podemos, a priori, rejeitar suas palavras simplesmente porque ele não estabelece relações entre todas as pretensões espirituais. Afinal, relacioná-las é o mesmo que negar todas elas. Consideremos o seguinte:
Os personalistas afirmam no final das contas que Deus é uma pessoa. Os impersonalistas reivindicam o oposto. Porém, afirmar que personalismo e impersonalismo são o mesmo é, de fato, discordar de e rejeitar as pretensões dos personalistas e impersonalistas. Então, a equidade metafísica é apenas aparentemente liberal e tolerante. Na realidade, assemelha-se ao cristianismo fanático, ao rejeitar afinal as pretensões de virtualmente todas as religiões históricas, relacionando-as e comparando-as.
Considero todas as outras abordagens como modos muito válidos para entender Deus. No momento, estou muito atraído por Krishna, sou um estudante muito entusiástico da Consciência de Krishna, e penso que esta é a melhor abordagem para mim, como é para todos os outros vaishnavas que conheço. Mas eu não penso que eu possa dizer o que é melhor para quem quer que seja.
Minha abordagem sem julgamentos, eu creio, ajuda-me a estar mais qualificado e compassivo. E espero manter esta perspectiva.
Como explicado anteriormente, diferentes caminhos têm diferentes pretensões. Muitas dessas pretensões são válidas, porém validade e igualdade são conceitos muito diferentes e não devem ser confundidos. Krishna declara na Gita que Ele é a fonte de tudo. Esta reivindicação, logicamente, é verdadeira ou falsa. Se for verdadeira, então outras visões válidas devem ser entendidas no contexto da declaração de Krishna. Se a argumentação de Krishna não for verdadeira, então, mesmo que digamos educadamente que ela é válida, ainda assim ela não é verdadeira.
De maneira semelhante, alguns budistas negam a existência de Deus. Se a argumentação deles for verdadeira, a de Krishna é falsa. Se a argumentação de Krishna for verdadeira, a deles é falsa. Se nós dissermos que ambas as reivindicações são verdadeiras, negamos ambos os caminhos, já que ambas as tradições rejeitam a noção de que ambas as argumentações são verdadeiras.
Certamente, o Budismo muito ensina o que seja verdade quanto à psicologia humana e à natureza temporária do mundo. Porém a validade deste ensinamento não torna válida a argumentação proposta por algumas formas históricas de Budismo de que Deus e a alma não existem.
O ponto simples aqui é que devemos evitar ambos o exclusivismo e o inclusivismo fanáticos. Devemos reconhecer a sabedoria e a validade presente em muitas das tradições de mundo, contudo, ao mesmo tempo, devemos ter coragem e sabedoria para buscar e falar a verdade superior sem transigir.
(*) Discípulo de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupa, o mestre Vaishnava Hridayananda Das Goswami – também conhecido no meio acadêmico como o PhD em Estudos Indianos Howard J. Resnick – é um dos mais respeitados e eloquentes conferencistas sobre Cultura Védica, na atualidade.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
MARATONA DE SANKIRTANA
Toda a Sociedade Internacional da Consciência de Krishna (ISKCON) vive neste momento a vibração da Maratona de Sankirtana, viabilizada pela Bhaktivedanta Book Trust (BBT), editora que publica clássicos da literatura védica, criada pelo Acharya Fundador da ISKCON, A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.
Estão abertas as comportas de amor por Deus, levado por bravos(as) sankirtaneiros(as) (missionários(as)) da ISKCON em forma de livros, carregando o conhecimento mais refinado sobre a Verdade Absoluta, a todas as cidades e aldeias. Como um dia desejou Chaitanya Mahaprabhu, precursor do Movimento Hare Krishna.
E para estimular esses(as) arautos(as) sem fronteiras, nada melhor do que um recado de alguém que entende bem de livros e de Maratona de Sankirtana – Iswara Das. Discípulo de Srila Prabhupada, durante anos de sua vida, praticamente toda sua juventude, ele foi diretor da BBT no Brasil. Quando de lá saiu, deixou publicado em Português todos os clássicos da literatura védica traduzidos do Sânscrito para o Inglês por Srila Prabhupada.
Nesse tempo todo em que esteve à frente da BBT, ele próprio fazia questão de viabilizar, acompanhar e estimular a Maratona de Sankirtana, que sempre terminava com um grande festival em Nova Gokula. Atualmente ele reside na Alemanha e é facilitador de Técnica de Libertação Emocional (EFT), viajando pelo Brasil, onde realiza palestras, atendimentos e workshops.
Aqui ficam as palavras de Iswara Das como um presente para os(as) sankirtaneiros(as).
(Vanavihari dd)
OS LIVROS SÃO A BASE
Quer fossem transmitidos na tradição oral dos textos védicos, nas inscrições da Pedra de Roseta, ou dos Pergaminhos do Mar Morto, os livros sempre estabeleceram as bases da mensagem a ser propagada. Assim como antigamente, hoje em dia também há muitos meios para sua divulgação, ou como se diz no jargão da moda, há muitas mídias. O importante é que o livro exista, para nossa iluminação e reflexão.
Bhaktivedanta Swami Prabhupada sabia muito bem da importância dos livros quando, incentivado e iluminado por Krishna, quis dar continuidade à mensagem de seu guru. Queria ele uma mrdanga que tocasse bem alto e tivesse repercussão duradoura, e por bem traduziu, comentou e escreveu livros que seriam a base de todo o Movimento que ele fundou. Assim como se esforçou para editá-los, Swami Prabhupada pediu que seus discípulos se ocupassem largamente em sua divulgação. Estava formada então a atividade principal do Movimento Hare Krishna, que ajudou na edificação de templos, ashramas, fazendas e, sobretudo, caráter de seus membros. Quatro foram seus textos de lei, o Bhagavad-gita, o Srimad Bhagavatam, o Caitanya Caritamrta e o Bhakti Rasamrta Sindhu, este maestralmente condensado na forma do Néctar da Devoção. Tantos outros foram corolários, que ajudaram a adornar e enriquecer a bela guirlanda, como o Sri Isopanisad, Néctar da Instrução, ou transcrições de inúmeras palestras.
A despeito de outras mídias, livro que se preze tem que ser escrito, editado e impresso em papel e com cheiro de tinta e, de preferência, com capa e ilustrações. Nada contra outros meios de divulgação, como música, cinema ou teatro, mas livro é livro, e biblioteca é biblioteca, para sempre. Muito se fala em livro eletrônico, para se ler na tela de computador, ou livro oral, para se ouvir em um walkman, mas até agora nada desbancou o primeiro lugar reservado ao livro impresso, preto no branco. Estamos longe da época áurea quando o texto de um livro era mantido intacto através unicamente da tradição oral.
Também, o objetivo do livro é informar, estabelecer regras, dar diretrizes. Deixa-se o espaço do entretenimento para as outras mídias. Salvo felizes exceções, como o Livro de Krishna, escrito para cativar o leitor na forma de descrições de passatempos transcendentais, ou o Mahabharata, com sua trama política, romântica e heróica, os livros sempre lutaram para, paralelamente, ser educativos e informativos, prender o interesse e a atenção. Mas, tem-se que admitir, nesse item outras mídias estão à frente. Quantas não são as linhas que se embaralham quando lutamos contra o sono ao lermos livros, importantes e até interessantes? Creio que isso faça parte da equação de nossas vidas: como educar e entreter ao mesmo tempo.
Críticas favoráveis ou não a respeito, o livro estrutura as bases, dando os alicerces para um novo pensamento, criando novos conceitos e destruindo tantos outros em nossas cabeças. Por essas e tantas, o livro continua imbatível e é o meio de comunicação mais sólido para se formar a base de uma sociedade duradoura, rica e cultural.
Bhaktivedanta Swami Prabhupada, com toda a sua genialidade, sabia muito bem dar a importância devida aos livros. Tanto foi que priorizou deveras a criação de sua própria editora, a Bhaktivedanta Book Trust (BBT), para a publicação de livros e revistas, principalmente a Volta ao Supremo. E, mais ainda, pediu a seus discípulos e seguidores que continuassem com esse trabalho de base, escrevendo livros de acordo com suas próprias realizações.
Iswara Das.
Bhaktivedanta Swami Prabhupada sabia muito bem da importância dos livros quando, incentivado e iluminado por Krishna, quis dar continuidade à mensagem de seu guru. Queria ele uma mrdanga que tocasse bem alto e tivesse repercussão duradoura, e por bem traduziu, comentou e escreveu livros que seriam a base de todo o Movimento que ele fundou. Assim como se esforçou para editá-los, Swami Prabhupada pediu que seus discípulos se ocupassem largamente em sua divulgação. Estava formada então a atividade principal do Movimento Hare Krishna, que ajudou na edificação de templos, ashramas, fazendas e, sobretudo, caráter de seus membros. Quatro foram seus textos de lei, o Bhagavad-gita, o Srimad Bhagavatam, o Caitanya Caritamrta e o Bhakti Rasamrta Sindhu, este maestralmente condensado na forma do Néctar da Devoção. Tantos outros foram corolários, que ajudaram a adornar e enriquecer a bela guirlanda, como o Sri Isopanisad, Néctar da Instrução, ou transcrições de inúmeras palestras.
A despeito de outras mídias, livro que se preze tem que ser escrito, editado e impresso em papel e com cheiro de tinta e, de preferência, com capa e ilustrações. Nada contra outros meios de divulgação, como música, cinema ou teatro, mas livro é livro, e biblioteca é biblioteca, para sempre. Muito se fala em livro eletrônico, para se ler na tela de computador, ou livro oral, para se ouvir em um walkman, mas até agora nada desbancou o primeiro lugar reservado ao livro impresso, preto no branco. Estamos longe da época áurea quando o texto de um livro era mantido intacto através unicamente da tradição oral.
Também, o objetivo do livro é informar, estabelecer regras, dar diretrizes. Deixa-se o espaço do entretenimento para as outras mídias. Salvo felizes exceções, como o Livro de Krishna, escrito para cativar o leitor na forma de descrições de passatempos transcendentais, ou o Mahabharata, com sua trama política, romântica e heróica, os livros sempre lutaram para, paralelamente, ser educativos e informativos, prender o interesse e a atenção. Mas, tem-se que admitir, nesse item outras mídias estão à frente. Quantas não são as linhas que se embaralham quando lutamos contra o sono ao lermos livros, importantes e até interessantes? Creio que isso faça parte da equação de nossas vidas: como educar e entreter ao mesmo tempo.
Críticas favoráveis ou não a respeito, o livro estrutura as bases, dando os alicerces para um novo pensamento, criando novos conceitos e destruindo tantos outros em nossas cabeças. Por essas e tantas, o livro continua imbatível e é o meio de comunicação mais sólido para se formar a base de uma sociedade duradoura, rica e cultural.
Bhaktivedanta Swami Prabhupada, com toda a sua genialidade, sabia muito bem dar a importância devida aos livros. Tanto foi que priorizou deveras a criação de sua própria editora, a Bhaktivedanta Book Trust (BBT), para a publicação de livros e revistas, principalmente a Volta ao Supremo. E, mais ainda, pediu a seus discípulos e seguidores que continuassem com esse trabalho de base, escrevendo livros de acordo com suas próprias realizações.
Iswara Das.
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