domingo, 30 de dezembro de 2012

VENDA DE BHAGAVAD-GITA PARA COLABORAR COM A REFORMA DO MAIOR TEMPLO VAISHNAVA DA AMÉRICA LATINA

A Campanha Viva Nova Gokula ganhou reforço. Agora conta com a colaboração do site
www.emporiochandra.com.br na venda de livros para arrecadação de fundos para a restauração do Templo de Sri Radha Gokulananda. A obra destaque é Bhagavad-gita como ele é – poema épico da literatura védica. Trata-se de uma edição em capa dura, com o texto original em Sânscrito, no alfabeto Devanagari, com transliteração latina, tradução palavra por palavra e comentário de A. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, além de um glossário de expressões e um guia da pronúncia do texto em Sânscrito. Uma publicação da editora Bhaktivedanta Book Trust (São Paulo).

Universalmente conhecida como a joia da sabedoria espiritual da Índia, livro de cabeceira do estadista indiano Mohandas Gandhi, a Bhagavad-gita é tradicionalmente de grande relevância nas diversas correntes filosóficas hinduístas e recomendado como leitura obrigatória aos que buscam respostas para perguntas como: “Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? E o que estou fazendo aqui?”.

Bhagavad-gita significa 'canto do Senhor', 'cântico do Senhor', ou ainda 'canção do Senhor'. Escrito há cinco mil anos, este clássico védico consta de 700 dos mais de 100 mil versos do épico Mahabharata, composto em 18 livros e originalmente compilado pelo sábio Vyasadeva. Mahabharata conta a história de Bharata Varsa (Índia antiga), o império da dinastia Kourava (formada pelos Pandavas e Kurus), que controlava todos os reinos do mundo. A saga dessa dinastia retrata o apogeu e o início do declínio da cultura védica.

Localizado no sexto livro do MahabharataBhisma Parvan, a Bhagavad-gita é um diálogo entre os personagens Krishna e Arjuna, dois jovens primos e príncipes, a respeito de Bhagavan, a Suprema Pessoa, as jivas, entidades vivas, a natureza material (prakrti), o tempo eterno (kala) e a lei de causa e efeito das atividades realizadas pelas entidades vivas (karma). Nesse diálogo Krishna se apresenta como a Verdade Absoluta e instrui Arjuna a respeito desses assuntos.

Para os estudiosos do conhecimento védico, a Bhagavad-gita apresenta a essência dos Vedas. Na introdução da edição Bhagavad-gita como ele é, A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada diz que a Bhagavad-gita é uma das escrituras védicas mais importantes. Ele explica:

“(...) Krishna informa a Arjuna que o Bhagavad-gita foi primeiramente falado ao deus Svrya (Sol), e ele o explicou a seu filho Iksvaku, e assim este sistema de Yoga foi transmitido através de sucessão discipular, um orador após outro. Porém, com o passar do tempo, ele se perdeu. Em consequência, Krishna tem de falá-lo de novo, desta vez a Arjuna, no campo de batalha de Kurukshetra.”


Ainda segundo Swami Prabhupada, os cinco tópicos básicos discutidos na Bhagavad-gita estabelecem que a Pessoa Suprema é maior que todos; que os seres vivos têm as mesmas qualidades da Pessoa Suprema; que a natureza material não é independente e age sob a direção da Pessoa Suprema; e que a relação entre os seres vivos e a natureza material é regulada pelas leis do tempo eterno e de causa e efeito (karma). O karma garante o sofrimento ou gozo de consequências resultantes das atividades praticadas pelas entidades vivas identificadas com a natureza material.

Para quem já caminha pela senda do autoconhecimento, Bhagavad-gita como ele é
da Bhaktivedanta Book Trust é leitura imprescindível. Para quem se inquieta com questões existenciais e a origem do Universo, pode ser um livro revelador. E quem já optou por praticar Bhakti Yoga encontrará nesta obra o amigo mais querido.

Vale à pena frisar que quem compra o livro Bhagavad-gita como ele é colabora com a reforma do Templo de Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Para adquiri-lo, basta acessar http://www.emporiochandra.com.br/literatura/classicos-da-filosofia-vedica.html.

sábado, 29 de dezembro de 2012

NOTÍCIAS DE NOVA GOKULA

Entra na reta final a Maratona de Sankirtana da ISKCON Brasil, a maior distribuição transcendental de livros promovida pela Bhaktivedanta Book Trust (BBT), editora que publica obras da literatura védica em vários idiomas. O encerramento acontecerá no dia 03 de janeiro, em Nova Gokula, com um grande festival que reunirá sankirtaneiros e sankirtaneiras (propagadores da Consciência de Krishna) de todo o Brasil.


Enquanto isto, a comunidade aguarda já em clima de muita felicidade a visita de
Jayapataka Swami, que chega à casa de Sri Sri Radha Gokulananda no próximo dia 31, quando a passagem de ano será celebrada com um grande Agni Hotra (Cerimônia de Fogo). Jayapataka Swami fica justamente até o festival de encerramento da Maratona de Sankirtana.



As obras da restauração do Templo de Nova Gokula tomam fôlego e entram na fase de conclusão da sua primeira etapa – a reforma das coberturas do Templo de Sri Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. A Campanha Viva Nova Gokula, que arrecada fundos para as obras, recebe doações e promove venda de livros da BBT, patrocinados por colaboradores. Quem estiver interessado em colaborar com a campanha pode fazê-lo adquirindo os livros à venda no site www.emporiochandra.com.br ou acessando o link http://novagokula.com.br/vivanovagokula.php.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

AS DEIDADES


Várias classes de devotos adoram a Deidades da Personalidade de Deus, de acordo com seus vários estágios de fé no Senhor. Um devoto avançado do Senhor Krishna compreende sua relação eterna de amor com o Senhor e, ao ver a Deidade como o próprio Senhor, estabelece uma relação eterna com a Deidade baseada no serviço amoroso a Ele.
Compreendendo que o Senhor Krishna seja uma forma eterna de bem-aventurança e conhecimento, um devoto fiel se compromete em adoração permanente à Deidade, instalando uma forma do Senhor feita em madeira, pedra, por exemplo, ou mármore.

O Senhor Krishna é uma pessoa, mas é a Pessoa Suprema e possui seus próprios sentimentos únicos. Pode-se facilmente agradar ao Senhor por meio do serviço devocional oferecido a Sua forma de Deidade. Por agradar ao Senhor, se pode progredir gradualmente na missão da vida humana e, eventualmente, voltar para casa, de volta ao Supremo, onde a Deidade pessoalmente aparece diante do devoto e o recebe o em Sua morada pessoal, conhecida em todo o mundo como o reino de Deus.

O princípio geral é que um devoto puro do Senhor entende que sua relação com a Deidade seja eterna. E quanto mais ele se rende em devoção amorosa à Deidade, mais pode compreender a Suprema Personalidade de Deus.


Entretanto, um devoto ainda perturbado pelo desejo material tende a ver o mundo como um objeto de satisfação dos seus sentidos. Esse devoto neófito pode não perceber a posição suprema do Senhor e pode até considerar o Senhor um objeto de seu próprio prazer. Por isso, o neófito deve oferecer serviço opulento à Deidade para que possa lembrar-se constantemente de que a Deidade é o Desfrutador Supremo e de que ele, o neófito, é simplesmente o adorador e o real objeto do prazer da Deidade. Em contraste, nunca um devoto avançado, fixo em consciência de Krishna, se esquece de que o Supremo Senhor é o desfrutador real e controlador de tudo. Um devoto de Krishna consciente não vacila na sua devoção ao Senhor Krishna.

FONTE: Trechos editados dos comentários de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, no Srimad Bhagavatam: 11.27.13 - 17

sábado, 22 de dezembro de 2012

PRESIDENTE DILMA GANHA BHAGAVAD-GITA DE LÍDER DA ISKCON



Em visita a Belo Horizonte (MG), a presidente Dilma abriu espaço na sua agenda para receber um sankirtaneiro e dele ganhar os livros Bhagavad-gita como ele é e Ciência da Autorrealização, de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, publicados pela editora Bhaktivedanta Book Trust. Nada poderia ser mais estimulante para os sankirtaneiros de todo o Brasil, que se encontram em plena maratona de distribuição de livros.

O sankirtaneiro é pai de Lucas, 10 anos, e casado com a artista plástica Lis Gualtieri, 30 anos. Quando nasceu chamaram-no de Romero Carvalho. Jornalista mineiro que atua profissionalmente em assessoria de imprensa, e filho do atual vice-prefeito de Belo Horizonte, hoje ele tem 30 anos, chamam-no Sri Krishna Murti Das, e é o presidente oficial do templo Hare Krishna da capital mineira desde 2009. Porém atua na administração da casa desde 2004, quando recebeu iniciação de Parangati Prabhu. Atualmente Sri Krishna Murti também é vice-presidente do Comitê Executivo do Corpo Governamental (CGB) da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna no Brasil (ISKCON). E foi na condição de representante da instituição que ele foi recebido pela presidente.

Leia agora o relato dele sobre o encontro com a presidente Dilma. (Vdd)

SANKIRTANA COM OS PRESIDENTES


Apesar de ser formado em comunicação social, nunca me senti à vontade na distribuição de livros. Não sei se posso dizer que é por timidez, porque gosto de cantar e falar em público faz parte da minha profissão e do meu seva. Mas o fato é que sempre, como dizem os sankirtaneiros, “travo” para distribuir livros.

Portanto, minhas experiências se resumem a dois momentos muito queridos na minha vida, pois, em ambos, senti Srila Prabhupada bem perto de mim. Em 2002, logo após ser eleito, o então futuro Presidente Lula visitou Belo Horizonte e participou de um almoço em um hotel na capital mineira. Meu pai é político desde que eu nasci e naquela época era deputado estadual. Fiquei ao lado dele na porta do hotel, esperando a chegada do Presidente. Assim que Lula apareceu, cercado por um batalhão de jornalistas e assessores, veio direto na minha direção e pude entregar um Bhagavad-Gita Como Ele É em suas mãos, com uma dedicatória em nome de toda a ISKCON, que descrevia aspectos fundamentais do livro.

Srila Prabhupada dizia que um livro da Consciência de Krishna nas mãos de uma pessoa influente é ainda mais poderoso. Independentemente de preferências ou convicções políticas, é inegável o fato de como Lula tornou-se conhecido mundialmente. A atual Presidenta Dilma segue nessa trilha, sendo, inclusive, apontada pela revista Forbes como a terceira mulher mais poderosa do mundo (material), atrás apenas da chanceler alemã, Angela Merkel e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Dilma foi a capa da revista.

Desde sua eleição, sempre tentei me encontrar com Dilma para presenteá-la, mas a boa oportunidade ainda não tinha surgido. Meu pai já tinha dado a ela uma luminária de sal dos Himalaias. Minha querida Sri Rupa Manjari mataji conseguiu o encontro antes e já havia dado um Bhagavad-Gita para a Dilma. Felizmente, também consegui isso nesta maratona de dezembro, bem no controverso dia 21, em uma rápida passagem da Presidenta em Belo Horizonte. Após a reinauguração do estádio Mineirão, Dilma voltou para a base área do governo, onde eu a esperava ansiosamente na sala de estar, ao lado de algumas pessoas, entre elas meu pai e, coincidentemente, a simpática tia da Dilma, que certamente fará ela ler algo dos livros.

Dilma chegou e o seu cerimonial já a havia comunicado sobre o presente. Ela veio diretamente se encontrar comigo. Fui apresentado pelo meu pai, e dei a ela um “Ciência da Autorrealização”, que, como revelado “confidencialmente” por Bhakti Narasimha Swami, é o livro preferido de Nelson Mandela. Com essa informação dada, ela garantiu que lerá o livro. Posteriormente, entreguei o Bhagavad-Gita, também com dedicatória em nome da ISKCON. Dilma foi bastante simpática, atenciosa, razoavelmente esotérica, elogiando minha “energia e leveza”, e pediu novos encontros.

Eu estava de dhoti, tilaka, kurta e manto, a pedido do meu pai, que, hoje, é vice-prefeito de Belo Horizonte. Ele me queria lá como um membro da ISKCON, mais que como filho apenas. É uma honra muito grande poder representar Sri Guru e Sri Gouranga em todos os locais. Srila Prabhupada queria que cada governante e líder tivesse seus livros, que são a real base para uma verdadeira nova consciência neste mundo. O que eles farão com o conhecimento, não podemos controlar. Mas nunca podemos dar a eles a desculpa de não ter tido acesso à maior joia do universo. Sankirtana-yajna ki jaya!

Sri Krishna Murti das (PGM) – Belo Horizonte - MG

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PREGAÇÃO É A ESSÊNCIA - como falar a verdade sem transigir

por Hridayananda Das Goswami(*)
Extraído do Istagosthi Virtual,
janeiro, 2005;
tradução: Vanavihari Devi Dasi.


Em seus significados, algumas vezes, Srila Prabhupada faz comentários sobre os mayavadis, ou impersonalistas, de certo modo que, para mim, às vezes pareciam mesmo depreciativos.

É importante entender isto no contexto da história religiosa indiana, e não no contexto da história religiosa ocidental. Eis a diferença. Na Índia, não encontramos uma história longa de guerras sangrentas apoiadas em religião. A religião indiana sempre tendeu a ser inclusivista, em lugar de exclusivista. Assim, as diferentes religiões na cultura hindu tenderam a aceitar umas às outras como válidas, mas também a ver outras escolas como subordinadas ou preliminares às suas próprias visões. Seguindo essa tradição, Srila Prabhupada frequentemente estabelece que os impersonalistas são “transcendentalistas bona fide”, mas que a compreensão impessoal deles é subordinada ou preliminar ao Vaishnavismo. O que é bastante distinto de declarar que impersonalismo é simplesmente falso e mau. Esse debate teológico vigoroso floresceu na Índia, com segurança, em ambiente multi religioso, no qual não foi um precursor de guerra.

Tudo isto está em contraste marcado ao fanatismo sangrento que frequentemente qualifica a abordagem sobre religião na Europa e no Oriente Médio. A prematura igreja cristã desenvolveu a noção de religiões verdadeiras e falsas, e de deuses vivos e mortos etc. Em tempo, este ponto de vista extremo, fanático, conduziu a cruzadas, Inquisição, guerras religiosas etc. Este tipo de pensamento e a violência que nutriu nunca foram proeminentes na Índia.

Hoje, no Ocidente, muito dos comportamentos liberais, ecléticos (do tipo “todos os caminhos são o mesmo”), é uma reação direta a séculos de fanatismo na Europa e no Oriente Médio. Assim como na física de Newton, temos aqui uma reação igual e oposta, mais tolerante, mas, de seu próprio modo, igualmente fanática.

Em geral, os pensadores liberais no Ocidente não argumentam para a conclusão de que todos os caminhos são igualmente válidos. Em vez disto, eles tendem a sustentar seu ponto de vista mais como um princípio ético do que como uma conclusão filosófica, mais como um antídoto para o fanatismo do que como uma descrição séria, lógica, de realidade definitiva. Proveniente de uma cultura tolerante, inclusivista, Prabhupada não sente necessidade de enfatizar a relatividade de visões espirituais, mas, em vez disto, rigorosamente busca a verdade lógica sobre Deus.

Eu entendo os fundamentos das convicções do impersonalistas, e sei como Vaishnavismo e Consciência de Krishna são diferentes. Pessoalmente, prefiro as convicções vaishnavas e Bhakti-yoga, do que adoração a um Deus sem forma. Mas duvido de qualquer coisa que pareça ser um julgamento de valor contra outra religião.

Uma preferência é um julgamento de valor. O problema aqui, aparentemente, não é fazer um julgamento de valor, porém, mais do que isto – é o tornar público. É justo dizer que ambos os aspectos pessoal e impessoal de Deus existem simultaneamente. Porém, não é justo, ou lógico, dizer que ambos os aspectos pessoal e impessoal de Deus sejam simultaneamente supremos. Uma alma que seriamente busca a verdade superior tem direito de saber o que seja essa verdade última. Se na realidade eu sei que afinal Deus é uma pessoa, e não o digo em público, então eu estou de maneira consciente desorientando ou enganando quem sincera e incondicionalmente busca a verdade superior.

Se eu prefiro Bhakti-yoga e sou dedicado a Krishna com amor, mas um impersonalista prefere algo diferente, então o que há de errado nisso?

Em um senso moral mundano, não é “errado” preferir o impessoal. De certo modo, toda alma prefere qualquer coisa que pareça melhor para ela. Prabhupada nunca ensina que impersonalistas são almas más, porém ele emite apreciações profundas sobre a psicologia metafísica. Se há um Deus pessoal, e, propriamente informado deste fato, escolho rejeitar esse Deus pessoal, não é, então, errado para um mestre espiritual iluminado analisar meus motivos de tomar essa decisão. Afinal, se houver um único valor em conhecer a natureza última de Deus, então, logicamente, deve haver uma perda de valor em não conhecer esse fato.

Para evitar essa perda monumental, Prabhupada, que, na realidade, tem no coração o bem último de todas as almas, no fundo, fala a verdade. Nós não podemos, a priori, rejeitar suas palavras simplesmente porque ele não estabelece relações entre todas as pretensões espirituais. Afinal, relacioná-las é o mesmo que negar todas elas. Consideremos o seguinte:

Os personalistas afirmam no final das contas que Deus é uma pessoa. Os impersonalistas reivindicam o oposto. Porém, afirmar que personalismo e impersonalismo são o mesmo é, de fato, discordar de e rejeitar as pretensões dos personalistas e impersonalistas. Então, a equidade metafísica é apenas aparentemente liberal e tolerante. Na realidade, assemelha-se ao cristianismo fanático, ao rejeitar afinal as pretensões de virtualmente todas as religiões históricas, relacionando-as e comparando-as.

Considero todas as outras abordagens como modos muito válidos para entender Deus. No momento, estou muito atraído por Krishna, sou um estudante muito entusiástico da Consciência de Krishna, e penso que esta é a melhor abordagem para mim, como é para todos os outros vaishnavas que conheço. Mas eu não penso que eu possa dizer o que é melhor para quem quer que seja.

Minha abordagem sem julgamentos, eu creio, ajuda-me a estar mais qualificado e compassivo. E espero manter esta perspectiva.

Como explicado anteriormente, diferentes caminhos têm diferentes pretensões. Muitas dessas pretensões são válidas, porém validade e igualdade são conceitos muito diferentes e não devem ser confundidos. Krishna declara na Gita que Ele é a fonte de tudo. Esta reivindicação, logicamente, é verdadeira ou falsa. Se for verdadeira, então outras visões válidas devem ser entendidas no contexto da declaração de Krishna. Se a argumentação de Krishna não for verdadeira, então, mesmo que digamos educadamente que ela é válida, ainda assim ela não é verdadeira.

De maneira semelhante, alguns budistas negam a existência de Deus. Se a argumentação deles for verdadeira, a de Krishna é falsa. Se a argumentação de Krishna for verdadeira, a deles é falsa. Se nós dissermos que ambas as reivindicações são verdadeiras, negamos ambos os caminhos, já que ambas as tradições rejeitam a noção de que ambas as argumentações são verdadeiras.

Certamente, o Budismo muito ensina o que seja verdade quanto à psicologia humana e à natureza temporária do mundo. Porém a validade deste ensinamento não torna válida a argumentação proposta por algumas formas históricas de Budismo de que Deus e a alma não existem.

O ponto simples aqui é que devemos evitar ambos o exclusivismo e o inclusivismo fanáticos. Devemos reconhecer a sabedoria e a validade presente em muitas das tradições de mundo, contudo, ao mesmo tempo, devemos ter coragem e sabedoria para buscar e falar a verdade superior sem transigir.

(*) Discípulo de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupa, o mestre Vaishnava Hridayananda Das Goswami – também conhecido no meio acadêmico como o PhD em Estudos Indianos Howard J. Resnick – é um dos mais respeitados e eloquentes conferencistas sobre Cultura Védica, na atualidade.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

MARATONA DE SANKIRTANA


Toda a Sociedade Internacional da Consciência de Krishna (ISKCON) vive neste momento a vibração da Maratona de Sankirtana, viabilizada pela Bhaktivedanta Book Trust (BBT), editora que publica clássicos da literatura védica, criada pelo Acharya Fundador da ISKCON, A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

Estão abertas as comportas de amor por Deus, levado por bravos(as) sankirtaneiros(as) (missionários(as)) da ISKCON em forma de livros, carregando o conhecimento mais refinado sobre a Verdade Absoluta, a todas as cidades e aldeias. Como um dia desejou Chaitanya Mahaprabhu, precursor do Movimento Hare Krishna.


E para estimular esses(as) arautos(as) sem fronteiras, nada melhor do que um recado de alguém que entende bem de livros e de Maratona de Sankirtana – Iswara Das. Discípulo de Srila Prabhupada, durante anos de sua vida, praticamente toda sua juventude, ele foi diretor da BBT no Brasil. Quando de lá saiu, deixou publicado em Português todos os clássicos da literatura védica traduzidos do Sânscrito para o Inglês por Srila Prabhupada.

Nesse tempo todo em que esteve à frente da BBT, ele próprio fazia questão de viabilizar, acompanhar e estimular a Maratona de Sankirtana, que sempre terminava com um grande festival em Nova Gokula. Atualmente ele reside na Alemanha e é facilitador de Técnica de Libertação Emocional (EFT), viajando pelo Brasil, onde realiza palestras, atendimentos e workshops.

Aqui ficam as palavras de Iswara Das como um presente para os(as) sankirtaneiros(as).
(Vanavihari dd)