sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

VACAS SÃO SAGRADAS



"Sarve devaah sthita dehe sarva devamayeehi gaou". Este verso extraído do Mahabharata diz que todas as deidades residem no corpo de uma vaca. Consequentemente a vaca em si mesma é como uma deidade. Algumas das várias partes do corpo da vaca em que as deidades e os elementos residem são as seguintes:

Nos chifres da vaca, está o criador Brahma;
na cabeça da vaca, a deidade Indra;
no colo, a deidade Yama;
na testa, a deidade do fogo, Agni;
no cérebro, a deidade da Lua, Chandra;
no maxilar superior, os planetas celestes Dyuloka;
no maxilar inferior, a deidade da Terra, Bhumi;
na língua, o deus do relâmpago;
nos dentes, a deidade Marut;
na garganta, a constelação de Revatee;
em todos os órgãos da vaca, a deidade do vento, Vayu;
nos intestinos, a deusa Sarasvati;
na coluna vertebral, a deidade Rudra;
nos ossos dos quadris, as fadas e os anjos;
nos ombros, a deidade dos oceanos, Varuna;
nas patas dianteiras, o sábio Tvashta e o sábio Aryama;
nas patas traseiras, a deidade da aniquilação, Mahadeva ou Shiva;
nos pelos do corpo, o sábio Pawamana;
no traseiro, a casta dos brahmanas e casta dos kshatriyas;
nos ossos do joelho, a deidade do Sol, Surya;
seus bezerros atraem os seres Gandarvas do mundo celestial;
nos ossos menores, estão as Apsaras;
nos cascos, a mãe do Sol, Aditi;
no coração, a deidade da mente;
no fígado da vaca, a deidade da inteligência;
no nervo, Puritat, o voto religioso de Vrata;
no ânus, os seres celestiais Devagana.
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Do livro Mahabharata, Anusasana Parva; Capítulos: LXXVI; LXXVII; LXXXIII.
(*) Rama Shakti Devi Dasi é professora de Inglês, pesquisadora da Cultura Védica e discípula de Hridayananda Das Goswami.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

AS GLÓRIAS DOS SEIS GOSWAMIS DE VRINDAVANA

Vanavihari Devi Dasi

Compilado e editado a partir de textos védicos autorizados, o livro Seis goswamis é uma das mais belas obras de Chandramukha Swami, já na segunda edição. Publicado pela Sankirtana Books, ele apresenta a vida e as glórias de Srila Sanatana Goswami, Srila Rupa Goswami, Srila Raghunatha das Goswami, Srila Gopala Bhata Goswami, Srila Raghunatha Bhata Goswami e Srila Jiva Goswami. Tem como principais fontes duas obras clássicas – Sri Chaitanya-charitamrita, de Srila Krishna Das Kaviraja, traduzida do Bengali para o Inglês e comentada por Prabhupada, publicada pela Bhaktivedanta Book Trust, inclusive em Português, e Companheiros do Senhor Chaitanya, de Adi Keshava Dasa. Esta, por sua vez, inclui pesquisa realizada em diferentes escrituras devocionais autorizadas, tais como Kadacha, de Sri Murari Gupta; Sri Bhakti-ratnakara e Prema-vilasa, entre outros.

Os seis goswamis eram os discípulos mais íntimos de Sri Chaitanya Mahaprabhu e foram exemplos do mais elevado nível de prática de consciência de Krishna. Ficaram conhecidos como “os seis goswamis de Vrindavana”, porque, a pedido de Sri Chaitanya, fixaram residência na cidade sagrada Vrindavana, na Índia. Lá, eles escavaram os lugares onde o Senhor Krishna realizou seus passatempos e compilaram dezenas de livros que delinearam amplamente toda a estrutura do Movimento para a Consciência de Krishna. Segundo o autor de Seis goswamis, Chandramukha Swami, eles viveram um padrão de renúncia e desapego muito além da capacidade e compreensão de uma alma caída.

Além de ter revelado detalhadamente todos os pontos a respeito de bhakti-yoga, ou serviço devocional a Krishna e de terem estabelecido o modelo de conduta e comportamento devocional, em seus livros eles enalteceram as glórias do santo nome e condenaram os esforços em busca de felicidade material. Os seis goswamis de Vrindavana são citados em diferentes escrituras Vaishnavas, como Sri Gaura-ganoddesha-dipika e Archana-padati, na condição de mais íntimos servos eternos do Casal Divino Sri Radha e Krishna.

Segundo Srila Narottama Das Thakura, simplesmente por se lembrar dos nomes dos associados eternos do Senhor, obtêm-se os pés de lótus de Sri Chaitanya Mahaprabhu e a satisfação de todos os desejos. Assim, Chandramukha Swami concede esta misericórdia aos seus leitores, ao disponibilizar-lhes as glórias dos seis goswamis de Vrindavana.

Com 154 páginas, que incluem referências bibliográficas e glossário de termos em Sânscrito, encadernadas em brochura, trata-se de uma obra inigualável. Enquanto relata episódios da vida dos seis goswamis, Chandramukha Swami utiliza-se do enlevamento da linguagem poética, por meio da qual transporta o leitor para os locais sagrados pisados pelos santos. E, a cada interrupção da leitura, surpreende a saudade dos cenários descritos. Suas narrativas e descrições envolvem minuciosos e encantadores detalhes, que reproduzem as mais belas imagens de um mundo de amor, devoção e êxtase. Impossível descrever tanta emoção provocada pela leitura de Seis goswamis. Melhor mesmo é experimentá-la.


Chandramukha Swami reside em Teresópolis (RJ), onde coordena o Ashram Vrajabhumi, uma comunidade espiritual da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna (ISKCON), voltada para a disseminação da cultura e filosofia védica. Ele estreou como escritor em 1999 e como músico em 2001. Desde então, escreveu mais de 20 livros ligados à tradição filosófica dos Vedas e gravou mais de 10 CDs de mantras. Monge Vaishnava desde 1979, ele fez seus votos de Sannyasa – vida renunciada – em 1986, em Mayapur, cidade sagrada da Índia. Em 1997, recebeu o conceituado título de Bhakti-shastri, concedido apenas àqueles que demonstram grande competência na compreensão filosófica das escrituras védicas. Atualmente, divide seu tempo entre práticas espirituais em seu ashram e participações em diferentes seminários e eventos ligados a yoga, meditação, filosofia e espiritualidade aplicada, além de fazer apresentações musicais de mantras entoados em diversos ritmos.

domingo, 6 de janeiro de 2013

ESCRITURAS VÉDICAS

“As escrituras védicas delineiam sua própria origem” – argumenta em seu livro, Introdução à filosofia védica, Satsvarupa Dasa Goswami, filósofo, pesquisador da cultura védica. Sua obra é uma publicação da divisão editorial brasileira da Bhaktivedanta Book Trust (BBT), especializada em raras e genuínas publicações védicas. Segundo ele, as escrituras védicas descrevem a si mesmas como apauruseya, o que significa que elas não vêm de alguma pessoa materialmente condicionada, mas procedem de uma fonte transcendental à dualidade mundana – o Supremo.

Satsvarupa Dasa Goswami relata que o conhecimento védico é eterno e foi revelado ao semideus Brahma, no alvorecer da criação do Universo. Em seguida, Brahma instruiu o sábio Narada, cujas percepções aparecem ao longo da literatura védica. E, em prosseguimento à sucessão discipular advinda do semideus Brahma, o sábio Narada instruiu o sábio Vyasadeva, que, por sua vez, há cinco mil anos, compilou este conhecimento em quatro livros: Rig Veda, Atharva Veda, Sama Veda e Yajur Veda.

Depois, Vyasadeva escreveu todas as escrituras que explicam os Vedas: Vedantasutra; Mahabharata – no qual está contido o Bhagavad-gita, a essência dos Vedas; Upanishads; e dezoito puranas – comentários romanceados sobre os Vedas, entre os quais se destaca o Srimad Bhagavatam. Este considerado o mais importante dos puranas porque narra histórias de Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, na Terra.



De acordo com Satsvarupa Dasa Goswami, a literatura védica tem como finalidade principal transmitir o conhecimento sobre autorrealização e, portanto, sobre como libertar-se do sofrimento. Ou seja, a meta do pensamento védico é conduzir à verdade, cujo reconhecimento leva à liberdade. Com efeito, o pensamento védico conduz não somente a informação, mas a transformação.

O Bhagavad-gita, por exemplo, descreve o conhecimento de como aceitar a importância da autorrealização, e buscar filosoficamente a Verdade Absoluta. Outra percepção importante a que almeja o conhecimento védico é a compreensão dos malefícios do nascimento, da morte, da velhice e da doença. Enfim, nas palavras de Satsvarupa Dasa Goswami, a literatura védica declara que, a despeito da aparente alegria, vida material significa sofrimento. E o conhecimento védico visa libertar deste sofrimento o indagador sincero.


Leitura recomendada:
GOSWAMI, Satsvarupa Dasa, Introdução à filosofia védica – a tradição fala por si mesma. Bhaktivedanta Book Trust (BBT);
PRABHUPADA, A.C. Bhaktivedanta Swami, Bhagavad-gita como ele é. Bhaktivedanta Book Trust (BBT);
PRABHUPADA, A.C. Bhaktivedanta Swami, Srimad Bhagavatam. Bhaktivedanta Book Trust (BBT).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

INTRODUÇÃO À ASTROLOGIA VÉDICA


A Astrologia Védica chamada de Jyotish, que em Sânscrito significa conhecimento da luz, é considerada a uma das ciências mais importantes na cultura da Índia, ela representa a luz de Deus.
No início da criação foi apresentada pela primeira vez à sociedade humana pelos sábios Parashara e Brigu muni, filhos do semideus Brahma – o criador do universo material. Desde então, a Astrologia Védica tem chegado aos tempos atuais de forma intacta, por meio do processo de sucessão discipular, ainda existente em escolas filosóficas tradicionais da cultura védica.
Famosa na antiguidade, por sua precisão em combinar Matemática, Astronomia, Filosofia e Mitologia. Sempre foi um conhecimento utilizado por grandes sábios e mestres do passado e do presente. Pois, tem-se revelado importante instrumento de observação das reações das atividades humanas ao longo do tempo.
Ela se fundamenta na lei do Karma, ou de causa e efeito, e considera conceitos filosóficos sobre o espírito, energia material, e a verdade última.
A ciência Astrologia observa a interação dos astros com os signos, casas e constelações estelares. Os astros são comparados a ministros do governo universal, responsáveis por atividades específicas no desenvolvimento do Universo. Além de influenciar os elementos materiais água, terra, fogo, ar e espaço, eles também agem no campo da energia sutil e influenciam mente e inteligência dos seres vivos.

Os astros ocupam funções importantes na organização universal, eles influenciam física e psicologicamente os seres vivos. De acordo com o conhecimento védico, os astros são presididos por divindades que possuem características pessoais. Por meio delas, os seres humanos desenvolvem aspectos específicos de comportamento.
Os signos são considerados localizações no espaço. Servem de residências para os planetas, de acordo com seus movimentos siderais. Influenciam o humor de cada astro, conforme a natureza de cada signo.
As casas representam os campos de atividades dos seres vivos, como saúde, trabalho, relacionamentos etc. São estabelecidas de acordo com os signos e distribuem-se em doze, determinadas pelo momento do nascimento.
As constelações são grupos de estrelas que dividem os signos em partes específicas e são regidas pelos planetas também. Elas são responsáveis pela característica particular de cada indivíduo independente do signo e também determinam os períodos planetários que regem a vida do nativo, o que facilita as previsões de possíveis acontecimentos.
Por meio de um mapa levantado a partir de cálculos matemáticos envolvendo data, horário, latitude e longitude da localidade de nascimento, podem-se observar as influências dos astros nas casas do mapa natal, que representam os vários campos de atuação do ser humano. Os signos e planetas combinados mostram o humor do desenvolvimento de cada casa.


A Astrologia Védica facilita a descoberta das potencialidades e limitações do indivíduo. Permite o autoconhecimento e a busca do equilíbrio físico, mental e emocional, por meio de várias técnicas e disciplinas. Também é utilizada para observar as influências dos astros nos momentos presente, passado e futuro. Isso possibilita a ação, de acordo com as circunstâncias. Ajuda a evitar desapontamentos e a indicar o momento mais propício para atividades profissionais, econômicas e afetivas.

domingo, 30 de dezembro de 2012

VENDA DE BHAGAVAD-GITA PARA COLABORAR COM A REFORMA DO MAIOR TEMPLO VAISHNAVA DA AMÉRICA LATINA

A Campanha Viva Nova Gokula ganhou reforço. Agora conta com a colaboração do site
www.emporiochandra.com.br na venda de livros para arrecadação de fundos para a restauração do Templo de Sri Radha Gokulananda. A obra destaque é Bhagavad-gita como ele é – poema épico da literatura védica. Trata-se de uma edição em capa dura, com o texto original em Sânscrito, no alfabeto Devanagari, com transliteração latina, tradução palavra por palavra e comentário de A. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, além de um glossário de expressões e um guia da pronúncia do texto em Sânscrito. Uma publicação da editora Bhaktivedanta Book Trust (São Paulo).

Universalmente conhecida como a joia da sabedoria espiritual da Índia, livro de cabeceira do estadista indiano Mohandas Gandhi, a Bhagavad-gita é tradicionalmente de grande relevância nas diversas correntes filosóficas hinduístas e recomendado como leitura obrigatória aos que buscam respostas para perguntas como: “Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? E o que estou fazendo aqui?”.

Bhagavad-gita significa 'canto do Senhor', 'cântico do Senhor', ou ainda 'canção do Senhor'. Escrito há cinco mil anos, este clássico védico consta de 700 dos mais de 100 mil versos do épico Mahabharata, composto em 18 livros e originalmente compilado pelo sábio Vyasadeva. Mahabharata conta a história de Bharata Varsa (Índia antiga), o império da dinastia Kourava (formada pelos Pandavas e Kurus), que controlava todos os reinos do mundo. A saga dessa dinastia retrata o apogeu e o início do declínio da cultura védica.

Localizado no sexto livro do MahabharataBhisma Parvan, a Bhagavad-gita é um diálogo entre os personagens Krishna e Arjuna, dois jovens primos e príncipes, a respeito de Bhagavan, a Suprema Pessoa, as jivas, entidades vivas, a natureza material (prakrti), o tempo eterno (kala) e a lei de causa e efeito das atividades realizadas pelas entidades vivas (karma). Nesse diálogo Krishna se apresenta como a Verdade Absoluta e instrui Arjuna a respeito desses assuntos.

Para os estudiosos do conhecimento védico, a Bhagavad-gita apresenta a essência dos Vedas. Na introdução da edição Bhagavad-gita como ele é, A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada diz que a Bhagavad-gita é uma das escrituras védicas mais importantes. Ele explica:

“(...) Krishna informa a Arjuna que o Bhagavad-gita foi primeiramente falado ao deus Svrya (Sol), e ele o explicou a seu filho Iksvaku, e assim este sistema de Yoga foi transmitido através de sucessão discipular, um orador após outro. Porém, com o passar do tempo, ele se perdeu. Em consequência, Krishna tem de falá-lo de novo, desta vez a Arjuna, no campo de batalha de Kurukshetra.”


Ainda segundo Swami Prabhupada, os cinco tópicos básicos discutidos na Bhagavad-gita estabelecem que a Pessoa Suprema é maior que todos; que os seres vivos têm as mesmas qualidades da Pessoa Suprema; que a natureza material não é independente e age sob a direção da Pessoa Suprema; e que a relação entre os seres vivos e a natureza material é regulada pelas leis do tempo eterno e de causa e efeito (karma). O karma garante o sofrimento ou gozo de consequências resultantes das atividades praticadas pelas entidades vivas identificadas com a natureza material.

Para quem já caminha pela senda do autoconhecimento, Bhagavad-gita como ele é
da Bhaktivedanta Book Trust é leitura imprescindível. Para quem se inquieta com questões existenciais e a origem do Universo, pode ser um livro revelador. E quem já optou por praticar Bhakti Yoga encontrará nesta obra o amigo mais querido.

Vale à pena frisar que quem compra o livro Bhagavad-gita como ele é colabora com a reforma do Templo de Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Para adquiri-lo, basta acessar http://www.emporiochandra.com.br/literatura/classicos-da-filosofia-vedica.html.

sábado, 29 de dezembro de 2012

NOTÍCIAS DE NOVA GOKULA

Entra na reta final a Maratona de Sankirtana da ISKCON Brasil, a maior distribuição transcendental de livros promovida pela Bhaktivedanta Book Trust (BBT), editora que publica obras da literatura védica em vários idiomas. O encerramento acontecerá no dia 03 de janeiro, em Nova Gokula, com um grande festival que reunirá sankirtaneiros e sankirtaneiras (propagadores da Consciência de Krishna) de todo o Brasil.


Enquanto isto, a comunidade aguarda já em clima de muita felicidade a visita de
Jayapataka Swami, que chega à casa de Sri Sri Radha Gokulananda no próximo dia 31, quando a passagem de ano será celebrada com um grande Agni Hotra (Cerimônia de Fogo). Jayapataka Swami fica justamente até o festival de encerramento da Maratona de Sankirtana.



As obras da restauração do Templo de Nova Gokula tomam fôlego e entram na fase de conclusão da sua primeira etapa – a reforma das coberturas do Templo de Sri Sri Radha Gokulananda e do Samadhi de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. A Campanha Viva Nova Gokula, que arrecada fundos para as obras, recebe doações e promove venda de livros da BBT, patrocinados por colaboradores. Quem estiver interessado em colaborar com a campanha pode fazê-lo adquirindo os livros à venda no site www.emporiochandra.com.br ou acessando o link http://novagokula.com.br/vivanovagokula.php.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

AS DEIDADES


Várias classes de devotos adoram a Deidades da Personalidade de Deus, de acordo com seus vários estágios de fé no Senhor. Um devoto avançado do Senhor Krishna compreende sua relação eterna de amor com o Senhor e, ao ver a Deidade como o próprio Senhor, estabelece uma relação eterna com a Deidade baseada no serviço amoroso a Ele.
Compreendendo que o Senhor Krishna seja uma forma eterna de bem-aventurança e conhecimento, um devoto fiel se compromete em adoração permanente à Deidade, instalando uma forma do Senhor feita em madeira, pedra, por exemplo, ou mármore.

O Senhor Krishna é uma pessoa, mas é a Pessoa Suprema e possui seus próprios sentimentos únicos. Pode-se facilmente agradar ao Senhor por meio do serviço devocional oferecido a Sua forma de Deidade. Por agradar ao Senhor, se pode progredir gradualmente na missão da vida humana e, eventualmente, voltar para casa, de volta ao Supremo, onde a Deidade pessoalmente aparece diante do devoto e o recebe o em Sua morada pessoal, conhecida em todo o mundo como o reino de Deus.

O princípio geral é que um devoto puro do Senhor entende que sua relação com a Deidade seja eterna. E quanto mais ele se rende em devoção amorosa à Deidade, mais pode compreender a Suprema Personalidade de Deus.


Entretanto, um devoto ainda perturbado pelo desejo material tende a ver o mundo como um objeto de satisfação dos seus sentidos. Esse devoto neófito pode não perceber a posição suprema do Senhor e pode até considerar o Senhor um objeto de seu próprio prazer. Por isso, o neófito deve oferecer serviço opulento à Deidade para que possa lembrar-se constantemente de que a Deidade é o Desfrutador Supremo e de que ele, o neófito, é simplesmente o adorador e o real objeto do prazer da Deidade. Em contraste, nunca um devoto avançado, fixo em consciência de Krishna, se esquece de que o Supremo Senhor é o desfrutador real e controlador de tudo. Um devoto de Krishna consciente não vacila na sua devoção ao Senhor Krishna.

FONTE: Trechos editados dos comentários de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, no Srimad Bhagavatam: 11.27.13 - 17